Uma intervenção estratégica e oportuna da Polícia Militar do Amazonas impediu a consumação de um homicídio na noite de segunda-feira (4), na zona Norte de Manaus. Matheus dos Santos Soares, de 19 anos, foi resgatado por agentes da 26ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) enquanto era submetido a uma violenta sessão de tortura em uma área de mata no conjunto Viver Melhor II. O jovem estava sentenciado à morte pelo chamado “tribunal do crime”, uma estrutura paralela utilizada por facções criminosas para executar rivais ou desafetos na capital.
Ao chegarem na Rua Macacaúba, os policiais encontraram um cenário de extrema crueldade. O jovem estava amarrado ao tronco de uma árvore, apresentando diversos hematomas e ferimentos graves no rosto e nas pernas, frutos de um espancamento severo que já estava em curso. Relatos colhidos no local indicam que a execução era iminente e só não foi concretizada devido à aproximação das viaturas, que forçou a fuga dos criminosos para o interior da vegetação fechada.
Ainda em estado de choque, Matheus relatou aos seus salvadores que havia sido capturado e mantido em cárcere por membros de uma organização criminosa que domina a região. Em um vídeo que circula em aplicativos de mensagens, é possível observar o momento exato do resgate, onde os policiais prestam os primeiros socorros ao rapaz, que demonstrava sinais visíveis de exaustão e pavor, sentindo que sua vida estava prestes a ser ceifada.
Após a libertação, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para realizar os procedimentos de estabilização da vítima. Matheus foi prontamente encaminhado ao Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, na zona Leste, onde permanece sob cuidados médicos. Apesar do trauma e das lesões, o quadro de saúde do jovem é considerado estável.
Enquanto a vítima recebia atendimento, guarnições da PM realizaram incursões minuciosas pela área de mata do conjunto Viver Melhor II na tentativa de capturar os agressores. Apesar do cerco policial, nenhum suspeito foi detido até o fechamento desta edição. O caso agora passa para a responsabilidade da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), que investigará a motivação por trás do sequestro e trabalhará na identificação dos envolvidos, visando desarticular a célula criminosa responsável pela ação bárbara no conjunto habitacional.
Polícia Civil: O caso foi registrado e será investigado pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), que deve apurar a motivação do crime e tentar identificar os membros do grupo criminoso responsáveis pelo sequestro e tortura.
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