05/05/2026
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Forças Armadas destroem 50 dragas e intensificam combate ao garimpo ilegal no Amazonas

(Foto: Ibama/Divulgação)
(Foto: Ibama/Divulgação)

Ação integrada mira exploração ilegal de ouro na Amazônia.

Uma ofensiva das Forças Armadas contra o garimpo ilegal resultou na inutilização de 50 dragas em áreas do Alto Solimões, no interior do Amazonas. A ação ocorreu nas proximidades dos municípios de Japurá e Jutaí, com apoio logístico em Tefé, dentro da Operação Ágata Amazônia 2026.

Segundo o comando da operação, a presença antecipada das tropas já havia provocado a paralisação de 117 balsas que atuavam de forma irregular, principalmente na região de Japurá.

Apreensões e impacto direto nas atividades ilegais

Durante a operação, foram apreendidos diversos materiais utilizados no garimpo ilegal, incluindo armas, munições e grandes volumes de combustível. Entre os itens recolhidos estão:

  • Seis armas de fogo
  • 52 munições
  • Uma embarcação avaliada em cerca de R$ 2 milhões
  • 1,27 kg de mercúrio
  • 170 mil litros de diesel
  • 5 mil litros de gasolina
  • Oito balanças de precisão

As dragas, consideradas essenciais para a extração ilegal de ouro, foram inutilizadas ainda no local, sem registro de confrontos ou feridos.

Presença do Estado e estratégia de repressão

De acordo com o comando da operação, a ação vai além do impacto imediato no garimpo ilegal. O objetivo também é reforçar a presença do Estado em regiões remotas da Amazônia, onde atividades criminosas têm avançado.

O contra-almirante responsável pela operação destacou que a destruição das dragas representa um esforço para proteger rios, florestas e comunidades locais, especialmente povos indígenas e ribeirinhos.

A ação contou com participação integrada de órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, a Polícia Federal e a Polícia Militar do Amazonas, além de tropas do Exército.

Danos ambientais e riscos à população

O garimpo ilegal é apontado como uma das principais ameaças ambientais da região amazônica. O uso de mercúrio, por exemplo, contamina rios e compromete a saúde das populações que dependem da pesca para subsistência.

Além disso, as dragas provocam o assoreamento dos rios e a destruição de habitats naturais, agravando o desequilíbrio ambiental e aumentando o risco de conflitos na região.


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