O ministro comentou a postura dos profissionais da emissora durante a cobertura da Operação Lava Jato
O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, deu a entender, durante sessão da 2ª Turma realizada nesta semana, que a TV Globo só segue no ar por causa da Corte. O ministro também aproveitou para tecer críticas ao jornalismo da emissora controlada pela família Marinho.
“A imprensa livre foi mantida não pela atuação da própria imprensa”, disse o decano, antes de fazer menção direta ao jornalismo do canal televisivo. “Quantas vezes eu ouvi, durante o governo passado, a ideia de que era fácil liquidar a Globo, cassar a concessão da Globo? Isso não ocorreu graças ao Supremo Tribunal Federal.”
Em sua fala, o magistrado afirmou que o STF garantiu a manutenção da liberdade de imprensa. Ainda disse que parte da imprensa “atacou” críticos da Operação Lava Jato.
Segundo o ministro, esses profissionais de comunicação atuaram “flertando com o abismo, atacando quem criticava a Lava Jato”.
Gilmar disse que jornalistas da TV Globo teriam atuado como “ghost writers” de Sergio Moro e Deltan Dallagnol. Hoje senador e pré-candidato do PL ao governo do Paraná, Moro atuou como juiz federal, justamente na vara responsável pelos processos referentes à Lava Jato. Ex-deputado federal e pré-candidato ao Senado pelo Novo, Dallagnol foi, enquanto procurador da República, chefe da força-tarefa.
Gilmar Mendes reage a pedido de indiciamento
O ministro Gilmar Mendes tratava de pedidos de indiciamento de integrantes da Corte apresentados na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado quando fez os comentários contra a Globo e parte da imprensa.
O relatório da CPI, assinado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), propunha o indiciamento dos ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Desde então, Gilmar entrou com ação na Procuradoria-Geral da República e pediu a abertura de investigação contra o parlamentar.
*Fonte revistaoeste
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