Governo federal estende acordos com quatro agências de marketing por mais 12 meses
Faltando três meses para o início da campanha eleitoral de 2026, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) assinou termos aditivos para prorrogar os contratos de publicidade com quatro agências de marketing e propaganda. Cada um dos aditivos tem o valor fixado em R$ 562,5 milhões, o que eleva o montante total dos contratos a R$ 2,25 bilhões.
Os novos extratos foram assinados em 21 de maio e garantem a prestação de serviços ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva até maio de 2027. A renovação dos contratos foram publicadas nesta segunda-feira, 25, no Diário Oficial da União.
Detalhes dos contratos de publicidade da Secom
As prorrogações foram respaldadas no artigo 57 da antiga Lei de Licitações (Lei 8.666/1993) e possuem vigência de 26 de maio de 2026 a 25 de maio de 2027. Todas as agências respondem ao mesmo processo administrativo.
A divisão dos valores e os respectivos contratos incluem:
- Calia/Y2 Propaganda e Marketing Ltda: contrato 51/2022 – R$ 562,5 milhões;
- Nova S.A: contrato 52/2022 – R$ 562,5 milhões;
- Agência Nacional de Propaganda Ltda: contrato 53/2022 – R$ 562,5 milhões; e
- Propeg Comunicação S.A: contrato 54/2022 – R$ 562,5 milhões.
O “pacote de bondades” de R$ 227 bilhões
O reforço financeiro na Secom corre em paralelo à execução de um amplo pacote de medidas econômicas formulado pelo governo federal. Segundo dados levantados pela CNN Brasil, o conjunto de programas, ampliações de benefícios e incentivos fiscais deve movimentar aproximadamente R$ 227 bilhões na economia nacional ao longo de 2026.
Dentro deste pacote, a principal medida política é a ampliação da isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil, acompanhada por uma cobrança de imposto mínimo sobre os “super-ricos” para compensar a renúncia fiscal.
O restante do volume bilionário está distribuído em frentes de crédito, subsídios e assistência social:
Incentivos ao crédito, indústria e habitação
- Plano Brasil Soberano 2.0: liberação de R$ 15 bilhões em crédito do BNDES para o setor exportador;
- Bens de capital verde: R$ 10 bilhões destinados a projetos de inovação e sustentabilidade industrial; e
- Moviagrícola e MOV Brasil: financiamento de R$ 10 bilhões para máquinas agrícolas e R$ 21,2 bilhões para frotas de caminhões e ônibus
- Setor habitacional: R$ 22,3 bilhões injetados via novo modelo de crédito imobiliário, R$ 12,9 bilhões no programa Reforma Casa Brasil e R$ 7,7 bilhões na faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida; e
- Consignado e Desenrola 2.0: acesso a R$ 22,9 bilhões em crédito consignado privado e potencial de R$ 8,2 bilhões em renegociações com uso do FGTS.
Programas sociais e segurança pública
- Luz do Povo: isenção na conta de energia para famílias do CadÚnico com consumo até 80 kWh/mês (impacto de R$ 4,3 bilhões);
- Gás do Povo: distribuição gratuita de botijões de gás para 15,5 milhões de famílias (custo de R$ 5,1 bilhões); e
- Segurança: investimento de R$ 11 bilhões no programa Brasil Contra o Crime Organizado.
Subvenções econômicas aos combustíveis
O caixa da União também assumiu o custeio de subvenções diretas aos combustíveis para conter a oscilação de preços no mercado de varejo. O diesel recebeu um aporte total de R$ 34,4 bilhões em subsídios para importadores e produtores, enquanto o subsídio direto à gasolina consome R$ 1,2 bilhão mensais do Tesouro Nacional, totalizando R$ 2,4 bilhões no orçamento anual.
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