Polícia Federal informou ao ministro André Mendonça que apenas parte do material apreendido foi periciada.
A Polícia Federal comunicou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que necessita de mais tempo para concluir a análise das provas reunidas na Operação Sem Desconto, investigação que apura supostas fraudes relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segundo a corporação, aproximadamente 40% dos cerca de 1.700 itens apreendidos foram processados até o momento.
Qual foi a justificativa apresentada?
No pedido encaminhado ao STF, a Polícia Federal informou que a necessidade de ampliação do prazo decorre da quantidade de material apreendido e da limitação de pessoal disponível para a realização das perícias técnicas.
A corporação solicitou até seis meses adicionais para finalizar parte das análises.
O que está sendo analisado?
O pedido de prazo afeta a continuidade da análise dos dados obtidos por meio das quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático autorizadas no âmbito da investigação.
Entre os investigados está Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
Qual é o contexto do caso?
A solicitação ocorre após mudanças na condução da investigação.
Nas últimas semanas, a chefia do inquérito foi substituída pela Polícia Federal. Posteriormente, o ministro André Mendonça determinou que as apurações tivessem andamento com celeridade, preservando a regularidade do procedimento investigativo.
Até o momento, não há decisão judicial sobre o mérito das investigações, e a análise das provas continua em andamento.
Experiência regional
Em investigações de grande porte que envolvem apreensão de dispositivos eletrônicos, documentos e dados financeiros, é comum que a perícia digital demande meses de trabalho. A extração, organização e análise de milhares de arquivos costumam exigir equipes especializadas e podem levar à solicitação de prorrogação de prazos para garantir a conclusão das diligências técnicas.
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