O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para autorizar uma visita do presidente da Argentina, Javier Milei. A decisão foi tomada em razão das restrições impostas a Bolsonaro, que está em prisão domiciliar e com visitas limitadas por determinação da Corte.
O encontro entre os dois líderes estava previsto para acontecer no próximo dia 25 de julho, quando Milei cumprirá agenda no Brasil. No entanto, Moraes manteve a proibição, destacando que, durante o período de 30 dias estabelecido pela decisão judicial, Bolsonaro só pode receber a visita de advogados, médicos e fisioterapeutas.
A solicitação foi apresentada pela defesa do ex-presidente, que argumentou que a visita teria caráter institucional. Mesmo assim, o ministro entendeu que a autorização não se enquadra nas exceções previstas pelas medidas cautelares em vigor.
Javier Milei deve vir ao Brasil para participar de compromissos políticos, entre eles um evento do Partido Liberal (PL), legenda de Bolsonaro. Apesar da viagem estar mantida, o presidente argentino não poderá se encontrar pessoalmente com o ex-presidente brasileiro enquanto durar a restrição imposta pelo STF.
A decisão segue a linha adotada anteriormente por Alexandre de Moraes, que já havia negado outros pedidos de visitas consideradas incompatíveis com as regras estabelecidas para o cumprimento da prisão domiciliar de Bolsonaro.
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