18/07/2026
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Banco Master repassou R$ 357 milhões em créditos para fundo ligado ao PCC

Fundo Astralo 95 é alvo da Operação Carbono Oculto, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro, fraudes e ocultação de recursos ilícitos no setor de combustíveis.

Documentos apresentados pelo liquidante do Banco Master à Justiça apontam que a instituição financeira repassou R$ 357 milhões em créditos de dívidas ao fundo Astralo 95, citado na Operação Carbono Oculto.

O repasse faz parte de uma relação com 112 operações de cessão de crédito utilizada em um recurso judicial apresentado por Henrique Vorcaro, pai do empresário Daniel Vorcaro, que busca reverter o bloqueio de seus bens.

Fundo é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro

O Astralo 95 aparece entre os alvos da Operação Carbono Oculto, investigação que apura um suposto esquema de fraudes, lavagem de dinheiro e utilização de empresas e fundos de investimento para ocultar recursos ilícitos no setor de combustíveis. Segundo a apuração, o esquema teria ligação com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

O fundo também integra a chamada “estrutura Frozen”, conjunto de fundos de investimento com nomes inspirados em personagens da animação “Frozen”, como Olaf, Hans, Sven e Anna.

Operações ocorreram entre 2022 e 2024

De acordo com os documentos, os créditos cedidos ao Astralo 95 correspondem a operações contratadas por oito pessoas físicas e jurídicas entre os anos de 2022 e 2024.

Além disso, o liquidante do Banco Master questiona outras movimentações envolvendo o fundo. Entre elas, uma negociação em que o fundo Anna teria obtido um ganho de aproximadamente R$ 200 milhões em menos de um dia, após comprar cotas do fundo RSG, pertencentes ao Astralo 95, por R$ 900 milhões e revendê-las, no mesmo dia, ao fundo Máxima 2 por R$ 1,1 bilhão.

O fundo Máxima 2 aparece como o principal destinatário de créditos cedidos pelo Banco Master, totalizando cerca de R$ 3,5 bilhões, conforme a documentação apresentada no processo.

Até o momento, não há decisão judicial que atribua responsabilidade criminal ao Banco Master ou aos fundos citados. As investigações seguem em andamento.

*Fonte ampost


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