Contrato teria sido firmado com sindicato de servidores do Banco Central para produção de conteúdos nas redes sociais sobre a PEC 65/2023.
A atriz Luana Piovani teria assinado um contrato de R$ 300 mil com o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) para participar de uma campanha de comunicação contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65/2023.
A informação foi publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, que afirma ter tido acesso à ata de uma reunião extraordinária do Conselho Regional do sindicato realizada no último dia 6, véspera da votação da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
Por que Luana Piovani foi escolhida?
Segundo o documento citado pela reportagem, a escolha da atriz ocorreu devido à sua atuação pública em temas considerados de interesse social e ao alcance de suas redes sociais, que somam mais de 5,6 milhões de seguidores.
O sindicato entendeu que a participação da artista ampliaria o alcance da campanha de comunicação institucional.
De onde saiu o dinheiro?
Ainda conforme a ata mencionada pela Folha de S.Paulo, o valor do contrato foi integralmente custeado com recursos provenientes das contribuições mensais dos servidores filiados ao sindicato.
O documento também registra a intenção da direção da entidade de ampliar investimentos em publicidade para futuras campanhas salariais, incluindo ações em televisão, rádio e outros meios de comunicação.
O que diz a PEC 65/2023?
A PEC 65/2023 propõe mudanças na estrutura jurídica do Banco Central, incluindo dispositivos relacionados à sua autonomia financeira e orçamentária.
No vídeo publicado em seu perfil no Instagram, Luana Piovani afirmou que a proposta “não é sobre autonomia” e defendeu que o Banco Central permaneça como autarquia, argumentando que isso é importante para preservar funções típicas de Estado e garantir a gratuidade do Pix.
Houve manifestação da atriz ou do sindicato?
Até a publicação da reportagem, não havia informação sobre manifestação pública de Luana Piovani contestando os valores ou o contrato citado pela Folha de S.Paulo.
Também não foram divulgados novos posicionamentos do Sinal além das informações constantes na ata mencionada pelo jornal.
Contexto
A PEC 65/2023 vem gerando debate entre representantes do mercado financeiro, parlamentares, servidores do Banco Central e especialistas. Enquanto defensores afirmam que a proposta amplia a autonomia administrativa da instituição, críticos argumentam que ela pode alterar sua natureza jurídica e reduzir mecanismos de controle estatal.
*Fonte ampost
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