Cinco barcos permanecem atracados em local interditado por risco de desabamento, mesmo após força-tarefa que retirou outras 12 embarcações.
Representantes do Ministério Público do Amazonas (MPAM), da Defesa Civil, da Marinha do Brasil e da Polícia Militar realizam, nesta sexta-feira (26), uma nova reunião no Bumbódromo de Parintins para definir quais medidas serão adotadas em relação às cinco embarcações que continuam atracadas em uma área considerada de risco na Ilha Tupinambarana.
A reunião ocorre após uma força-tarefa iniciada na tarde de quinta-feira (25), que se estendeu até as 2h da madrugada desta sexta, mobilizando diversos órgãos de fiscalização e segurança pública.
Onde ficam as embarcações?
Os barcos permanecem atracados em um trecho localizado entre as comunidades Comunas e Canoeiro, área apontada pela Defesa Civil como imprópria para atracação devido ao risco de desabamento.
Além do laudo técnico que recomenda a interdição, o local também possui restrições previstas em decreto municipal e em normas federais que disciplinam a segurança da navegação.
O que foi feito durante a força-tarefa?
Segundo os órgãos envolvidos, inicialmente havia 17 embarcações ocupando a área interditada.
Após negociações com os proprietários, 12 barcos foram retirados, reduzindo o número de embarcações em situação irregular para cinco.
Agora, as instituições discutem quais providências serão adotadas para solucionar definitivamente o impasse antes do início das apresentações do Festival de Parintins.
Quem participa da reunião?
O encontro reúne integrantes do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), além de representantes das instituições responsáveis pela segurança e fiscalização do evento.
Participam das discussões:
- Ministério Público do Amazonas (MPAM);
- Defesa Civil;
- Marinha do Brasil;
- Polícia Militar;
- Demais órgãos que integram o CICC.
O objetivo é definir uma atuação conjunta para garantir o cumprimento das normas de segurança e evitar riscos à população e aos visitantes.
Por que a área é considerada crítica?
A proximidade do Festival de Parintins aumenta o fluxo de embarcações e passageiros na cidade, exigindo atenção redobrada das autoridades.
Segundo a Defesa Civil, a permanência de barcos em um trecho com risco de desmoronamento representa perigo tanto para tripulantes quanto para moradores e turistas que circulam pelo local.
As decisões que serão tomadas nesta sexta-feira deverão considerar tanto a segurança das pessoas quanto o cumprimento das normas que disciplinam a atracação durante o período do festival.
Experiência regional
O Festival de Parintins movimenta milhares de embarcações vindas de Manaus e de diversos municípios do Amazonas. Por isso, a organização da atracação é considerada uma das principais medidas de segurança durante o evento. O controle das áreas permitidas busca reduzir riscos de acidentes e garantir maior fluidez no transporte fluvial durante os dias de festa.
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