Licença ambiental autoriza implantação do canteiro de obras da ponte que substituirá o sistema de balsas em trecho crítico da rodovia.
O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) emitiu, nesta quinta-feira (14), a Licença de Instalação (LI) que autoriza a implantação do canteiro de obras para a construção da ponte sobre o rio Igapó-Açu, no quilômetro 268 da BR-319, no município de Borba.
A autorização foi concedida à Construtora Etam Ltda, responsável pela execução da obra em um dos pontos considerados mais críticos da rodovia, conhecido como “trecho do meio”.
Ponte vai substituir sistema de balsas
A futura estrutura terá 320 metros de extensão e deverá substituir o atual sistema de travessia por balsas utilizado na região.
Atualmente, o local é apontado como um dos maiores gargalos logísticos do Amazonas. Durante o período de chuvas, motoristas enfrentam dificuldades para trafegar devido à lama e às longas filas formadas para a travessia.
A expectativa é que a ponte contribua para melhorar o escoamento de produtos e o transporte de passageiros entre os municípios conectados pela BR-319.
Governo destaca impacto na mobilidade
O governador Roberto Cidade afirmou que a liberação da licença representa um avanço para a integração regional e a mobilidade no estado.
Segundo ele, a substituição do sistema de balsas deve trazer mais agilidade ao transporte e reduzir dificuldades enfrentadas diariamente por quem depende da rodovia.
“É fundamental fortalecer a integração entre os municípios e assegurar agilidade no transporte, sempre respeitando as legislações ambientais”, declarou.
Licença estabelece regras ambientais
O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, destacou que o órgão acompanhará o cumprimento das exigências ambientais durante a execução da obra.
A licença possui validade de um ano e autoriza a instalação de uma estrutura de apoio em uma área de 2,9 hectares, incluindo canteiro de obras, unidade de produção de concreto e serviços de terraplenagem.
O documento também prevê medidas obrigatórias, como monitoramento de emissões atmosféricas, controle de resíduos sólidos e efluentes, além da apresentação de planos de gerenciamento de risco e emergência.
Supressão vegetal ainda não está autorizada
O Ipaam ressaltou que a licença atual não autoriza a supressão de vegetação nem intervenções em Áreas de Preservação Permanente (APPs).
Segundo o órgão, essas etapas dependerão de autorizações ambientais específicas adicionais.
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