30/05/2026
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Deolane Bezerra, Marcola e outros são indiciados em investigação por lavagem de dinheiro e suposta ligação com rede criminosa do PCC

Deolane Bezerra, Marcola
Foto reprodução

Polícia aponta esquema com empresas de fachada, movimentações milionárias e possível estrutura de organização criminosa; caso segue para análise do Ministério Público

´Por: Redação MVE

A Polícia Civil de São Paulo indiciou a influenciadora Deolane Bezerra, o líder do PCC Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e outras cinco pessoas por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro e organização criminosa. O caso faz parte de investigações que apuram a possível utilização de estruturas empresariais e financeiras para ocultação de patrimônio ligado ao crime organizado.

Segundo informações da investigação divulgadas pela imprensa, o grupo teria operado uma rede de empresas, incluindo transportadoras e intermediários financeiros, usadas para movimentar valores elevados e dificultar o rastreamento da origem do dinheiro. A apuração aponta que as transações ocorriam de forma fragmentada, com uso de diferentes pessoas físicas e jurídicas, uma prática comum em esquemas de lavagem de capitais.

Os investigadores afirmam que há indícios de uma estrutura organizada com divisão de funções entre operadores financeiros, responsáveis por empresas de fachada e possíveis “laranjas” usados para dar aparência de legalidade às operações. O volume movimentado no esquema seria significativo, com estimativas que apontam para centenas de milhões de reais ao longo do período investigado.

O nome de Marcola, apontado como principal liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC), aparece na investigação por suposta conexão indireta com a estrutura financeira analisada. Ele já cumpre pena em regime federal e nega envolvimento nos fatos apurados. A defesa de Deolane Bezerra também afirma que a influenciadora não possui ligação com atividades ilícitas e contesta o indiciamento.

De acordo com os relatórios policiais, parte das operações teria sido realizada por meio de empresas formalmente registradas, mas que apresentariam incompatibilidade entre faturamento declarado e movimentação financeira real, o que levantou suspeitas de uso como fachada para ocultação de valores ilícitos.

A investigação agora segue para análise do Ministério Público de São Paulo, que deverá decidir se apresenta denúncia formal contra os indiciados ou solicita novas diligências. Enquanto isso, a Polícia Civil continua apurando a possível extensão da rede financeira e a identificação de outros envolvidos.

O caso integra um conjunto mais amplo de investigações sobre a atuação de organizações criminosas na economia formal, especialmente em setores com grande circulação de dinheiro e menor controle direto sobre origem e destino dos recursos, como transporte, serviços e intermediação financeira.


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