domingo, 21 de julho de 2024
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Criança autista de 2 anos foi dopado na creche, acusa família

Reprodução/TV Globo
Reprodução/TV Globo

A família afirma que realizou um exame particular que apontou a presença de Zolpidem no organismo da criança

Uma família carioca denunciou à Polícia Civil que o filho autista de 2 anos foi dopado com o remédio controlado Zolpidem na creche municipal Espaço de Desenvolvimento Infantil René Biscaia, em Cosmos, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Os pais da criança contam que perceberam o menino grogue no dia 16 de junho, quando ele não conseguia andar normalmente e nem segurar a mamadeira.

A mãe, Laís Torres disse, ao G1, que o menino apresentava um cansaço não usual e problemas na locomoção, características anômalas a ele que costuma andar de bicicleta e brincar normalmente, apresentando apenas atrasos na fala.

Quando perceberam a mudança no comportamente, levaram a criança à emergência do Hospital Municipal Rocha Faria, chegando lá, o menino estava desmaiado.

“O médico disse que ia ministrar um remédio e ver se ia dar resultado, se não desse ele seria entubado. Foram os piores 20 minutos da minha vida”, conta a mãe.

Já no Hospital, a criança passou por uma lavagem estomacal e recebeu medicação. A família conta que o médico sugeriu que eles fizessem denúncia à polícia, porque os exames apontavam que o menino teria sido dopado. O boletim médico identificou a situação como uma intoxicação aguda.

Seguindo orientações do médico, a família registrou o boletim de ocorrência na delegacia de Campo Grande.

Os pais afirmam que como a Polícia Civil não solicitou um exame toxicológico, eles realizaram uma clínica particular, que encontrou 0,18 miligramas de Zolpidem no organismo do menino.

A família procurou a delegacia de Campo Grande. Segundo eles, a Polícia Civil não pediu nenhum exame. Por isso, eles fizeram em uma clínica particular, que encontrou 0,18 miligramas de Zolpidem no organismo do menino.

Os pais foram a 10ª Coordenadoria Regional de Educação, nesta segunda-feira (24/6), para solicitar que o menino seja mudado de unidade.

“Como pode escola que deveria colher e cuidar dele fazer uma coisa dessas? O autismo não é para os pobres no Brasil, tudo é com muita briga”, contou o pai Luiz Felipe.


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