05/07/2026
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A 90 dias da eleição, direita rachada favorece Lula, que sofre pressão de tarifaço

direita rachada favorece Lula
(Foto: Divulgação)

Presidente aparece à frente nas intenções de voto, mas chega ao início da campanha sob pressão de investigações envolvendo aliados e da ameaça de novas tarifas dos Estados Unidos.

A 90 dias do primeiro turno das eleições de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia a reta final antes da campanha eleitoral liderando as pesquisas de intenção de voto. Ao mesmo tempo, o governo enfrenta desafios políticos e econômicos que podem influenciar a disputa nos próximos meses.

Governo tenta conter desgastes

Nas últimas semanas, o Palácio do Planalto passou a lidar com os reflexos das investigações envolvendo o Banco Master, que atingiram aliados do governo. Paralelamente, o Executivo mantém negociações com os Estados Unidos para tentar evitar a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros.

Na última semana antes do início das restrições impostas pela legislação eleitoral, Lula intensificou a agenda de inaugurações e anúncios de investimentos em diferentes regiões do país.

Oposição enfrenta crise interna

Enquanto isso, o principal campo de oposição vive um momento de tensão. O rompimento político entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ganhou repercussão após declarações públicas e divergências sobre estratégias eleitorais e alianças políticas.

Nos bastidores, aliados avaliam que a crise pode influenciar a organização da campanha da direita para a disputa presidencial.

Pesquisa mostra vantagem de Lula

Segundo levantamento AtlasIntel/Bloomberg divulgado nesta semana, Lula aparece com 46,3% das intenções de voto em um cenário de primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro registra 36,6%.

Em um eventual segundo turno, o presidente teria 48,8% das intenções de voto, contra 42,3% do senador.

Tarifa dos EUA segue como preocupação

Outro tema que deve marcar o cenário eleitoral é a possível imposição de uma tarifa de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

O governo federal mantém negociações para evitar a medida e apresentou propostas às autoridades norte-americanas. A decisão dos EUA deve ser anunciada até o dia 15 de julho, prazo considerado estratégico para o comércio entre os dois países.

*Fonte ampost


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