O comando militar conjunto do Irã, Khatam al-Anbiya, acusou neste domingo (19) os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo ao atacarem uma embarcação comercial iraniana no Golfo de Omã. Segundo a mídia estatal, o órgão afirmou que o navio seguia em direção à China e classificou a ação como uma “violação grave”, prometendo resposta.
“Advertimos que as Forças Armadas da República Islâmica do Irã responderão em breve e retaliarão contra essa pirataria armada perpetrada pelos militares dos EUA”, declarou um porta-voz do comando militar, elevando o tom contra Washington após o episódio.
Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que forças americanas apreenderam o cargueiro iraniano “Touska” após a embarcação tentar furar o bloqueio naval no Golfo de Omã. Segundo ele, o navio teria ignorado ordens de parada e sido interceptado pelo destróier USS Spruance, que abriu fogo contra a casa de máquinas.
Em comunicado, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmou a operação e informou que foram feitos disparos após repetidos avisos não atendidos por cerca de seis horas. O órgão acrescentou que a embarcação teve sua propulsão desativada e que, desde o início do bloqueio, 25 navios comerciais já foram obrigados a recuar ou retornar a portos iranianos.
O episódio ocorre em meio a novas tensões no Oriente Médio e acusações mútuas de descumprimento do cessar-fogo e de interferência em rotas estratégicas de navegação, especialmente na região do Estreito de Ormuz, considerada uma das mais sensíveis do comércio global de petróleo.
Descubra mais sobre Manaustime
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
