02/01/2026
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Partidos terão quase R$ 6 bilhões para as eleições de 2026

Partidos terão quase R$ 6 bilhões para as eleições
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Mesmo com veto de Lula, Fundo Partidário e Fundo Eleitoral movimentam quase R$ 6 bilhões em 2026

Mesmo com o veto presidencial ao aumento do Fundo Partidário, as eleições de 2026 devem movimentar bilhões de reais do dinheiro público.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva impediu a ampliação dos recursos destinados aos partidos políticos prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2028.

Ainda assim, o financiamento público das legendas e das campanhas permanecerá em níveis elevados neste ano eleitoral.

O veto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União na quarta-feira (31), junto com a sanção da Lei nº 15.021/2028, que define as regras para a elaboração do Orçamento da União.

O dispositivo vetado previa um aumento de cerca de R$ 180 milhões no Fundo Partidário, com correção monetária até 2018, seguindo os critérios do Novo Arcabouço Fiscal.

Governo justifica veto

Na justificativa enviada ao Congresso Nacional, o governo federal destacou que o aumento poderia prejudicar o equilíbrio orçamentário da Justiça Eleitoral.

Conforme o Palácio do Planalto, a elevação do fundo acabaria redirecionando recursos de despesas obrigatórias, como a organização das eleições, a operação dos tribunais eleitorais e a manutenção do sistema eletrônico de votação.

O orçamento de 2028 destina aproximadamente R$ 1 bilhão ao Fundo Partidário, que cobre despesas permanentes das legendas, incluindo manutenção de sedes, salários de funcionários e atividades institucionais.

Por outro lado, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (Fundo Eleitoral) deve chegar a cerca de R$ 4,9 bilhões, valor voltado exclusivamente para custear campanhas eleitorais.

Somados, os dois fundos chegam a quase R$ 6 bilhões em recursos públicos, reacendendo o debate sobre o alto custo das eleições no Brasil e o uso de dinheiro público para financiar a política.

Mudança na relação entre Executivo e Legislativo

Além da questão dos fundos eleitorais, a LDO de 2028 introduz uma mudança significativa na histórica relação entre os Poderes Executivo e Legislativo.

Pela primeira vez, a lei estabelece um prazo máximo para o pagamento das emendas parlamentares de execução obrigatória.

De acordo com a nova norma, o governo federal deverá liberar 65% do total dessas emendas até o final do primeiro semestre de 2028.

Além disso, a regra vale tanto para as transferências especiais, conhecidas como “emendas Pix”, que vão diretamente para estados e municípios, quanto para repasses a fundos de saúde e assistência social.

A iniciativa atende a uma antiga demanda do Congresso Nacional, que pedia mais previsibilidade na liberação de recursos.

A mudança decorre de um acordo entre parlamentares e o governo federal, com o objetivo de aumentar a transparência na execução das emendas e melhorar o planejamento financeiro de estados e municípios.

Por fim, com a aproximação do calendário eleitoral, a discussão sobre gastos públicos, financiamento político e prioridades orçamentárias deve se intensificar ao longo de 2026.


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