Presidente dos Estados Unidos contestou o resultado da disputa e afirmou, sem apresentar provas na publicação, que Flávio Bolsonaro teria sido vítima de fraude eleitoral.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu uma investigação internacional sobre as eleições presidenciais brasileiras neste domingo (25), após a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Em publicação na rede social X, Trump contestou o resultado e afirmou que Flávio Bolsonaro (PL) teria sido prejudicado na disputa.
“Uma investigação internacional deve ser realizada sobre a eleição no Brasil sob o regime comunista de Lula. Flávio Bolsonaro, assim como seu pai, teve a eleição roubada dele depois de vencer o primeiro turno e ser amplamente favorito no segundo”, escreveu Trump.
Na publicação, o presidente norte-americano não apresentou provas que sustentem a alegação de que a eleição teria sido roubada. A declaração ocorreu após Flávio Bolsonaro também contestar o resultado e anunciar a intenção de pedir a anulação da disputa.
Lula venceu com 51,78% dos votos válidos
Segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) citados pela Revista Cenarium, Lula recebeu 64.229.885 votos, o equivalente a 51,78% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro obteve 59.812.670 votos, correspondentes a 48,22%.
A diferença entre os dois candidatos foi de 4.417.215 votos. No momento da consolidação dos dados divulgados pela publicação, 99,96% das seções eleitorais haviam sido totalizadas, e o resultado já estava matematicamente definido.
O balanço também apontou que 128.195.111 eleitores compareceram às urnas, o equivalente a 80,79% do eleitorado apto. A abstenção foi de 19,21%, correspondente a 30.477.216 eleitores.
Os votos brancos e nulos somaram 4.152.556. O relatório citado pela publicação registrava zero votos anulados e zero votos anulados sub judice naquele momento.
Contestação ocorre após anúncio de Flávio
A manifestação de Trump ocorreu no mesmo dia em que Flávio Bolsonaro declarou que considera “impossível reconhecer” o resultado da eleição e anunciou que pretende recorrer à Justiça para pedir a anulação do pleito.
As declarações dos dois políticos contestam o resultado oficial, mas não constituem, por si só, comprovação de fraude eleitoral. Eventuais questionamentos deverão ser apresentados pelos meios legais e analisados pelas autoridades competentes.
Até o momento descrito na reportagem da Revista Cenarium, Trump não detalhou como seria realizada a investigação internacional defendida por ele nem informou quais instituições deveriam participar.
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