A iniciativa busca garantir acesso à informação e comunicação em meio a protestos, repressão estatal e forte censura digital.
Diante do bloqueio quase total da internet no Irã, a Starlink passou a disponibilizar gratuitamente conexão via satélite no país. A iniciativa busca garantir acesso à informação e comunicação em meio a protestos, repressão estatal e forte censura digital.
A Starlink, serviço de internet via satélite da SpaceX, começou a oferecer conexão gratuita no Irã após o governo local restringir severamente o acesso à rede. A informação foi divulgada por agências internacionais e confirmada por uma fonte ligada às operações da empresa, que falou sob condição de anonimato.
A medida surge como resposta direta ao apagão digital imposto pelas autoridades iranianas em meio a uma onda de protestos que se espalha pelo país.
Tecnologia usada para driblar a censura
A Starlink utiliza uma constelação de satélites de baixa órbita para fornecer internet de alta velocidade, especialmente em regiões onde não há infraestrutura tradicional ou onde o acesso é controlado pelo Estado. Essa tecnologia permite que usuários se conectem sem depender das redes locais, frequentemente usadas como instrumento de censura.
O serviço, desenvolvido pela SpaceX, empresa fundada por Elon Musk, tem sido empregado em outros contextos de crise para manter canais de comunicação ativos.
Anúncio foi feito por organização internacional
A liberação do sinal foi anunciada por Ahmad Ahmadian, diretor-executivo do grupo americano Holistic Resilience. A organização atua para garantir que cidadãos iranianos consigam se manter conectados durante períodos de repressão e instabilidade política.
Segundo Ahmadian, o acesso à internet é considerado fundamental para a circulação de informações e para a proteção de direitos básicos da população.
Internet derrubada em meio a protestos
O bloqueio da internet no Irã foi registrado na última quinta-feira (8), quando dados de monitoramento indicaram uma queda de cerca de 90% no tráfego de dados no país. A interrupção ocorreu no auge das manifestações populares.
Os protestos tiveram início em Teerã há aproximadamente um mês e se espalharam para outras regiões, impulsionados pela crise econômica, pela forte desvalorização da moeda local e pelos efeitos prolongados das sanções internacionais.
Conflito deixa milhares de mortos
Relatos de organizações internacionais e grupos de direitos humanos indicam que a repressão aos protestos já teria resultado em cerca de 2 mil mortes. O controle da internet é apontado como uma estratégia do governo para dificultar a organização dos manifestantes e limitar a divulgação de imagens e informações para o exterior.
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