29/08/2026
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Seca: cinco cidades do Amazonas entram em estado de emergência

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(Foto: reprodução)

Benjamin Constant e Atalaia do Norte decretaram emergência diante dos impactos da seca, que já afeta transporte, abastecimento e atendimento de saúde no interior.

O Amazonas chegou a cinco municípios em situação de emergência devido à estiagem. Benjamin Constant e Atalaia do Norte passaram a integrar a lista após novos decretos publicados nesta sexta-feira (28).

Em Benjamin Constant, cerca de 19 mil pessoas são afetadas pela redução dos níveis dos rios Javari e Solimões. A vazante já prejudica a navegação, o transporte escolar e o abastecimento de água, alimentos e medicamentos.

Atalaia do Norte decreta emergência na saúde pública

Em Atalaia do Norte, o decreto está relacionado principalmente aos impactos da estiagem na saúde pública. Entre as medidas previstas estão ações para garantir atendimento às comunidades isoladas e a remoção preventiva de pacientes em estado crítico e gestantes de alto risco que vivem em áreas de difícil acesso.

Os decretos dos dois municípios têm validade de 180 dias, permitindo a mobilização de estruturas municipais e a adoção de medidas emergenciais para atender as populações afetadas.

Cinco municípios enfrentam emergência pela seca

Além de Benjamin Constant e Atalaia do Norte, também estão em situação de emergência por causa da estiagem São Paulo de Olivença, Humaitá e Novo Aripuanã.

A situação ocorre em meio ao avanço da vazante dos rios no estado. Em agosto, a Defesa Civil já havia colocado 15 municípios em situação de alerta, principalmente na região Sul do Amazonas.

Seca compromete transporte e abastecimento

A redução do nível dos rios representa um problema especialmente grave para os municípios do interior do Amazonas, onde o transporte fluvial é fundamental para a circulação de pessoas, alimentos, medicamentos e outros produtos.

Em períodos de estiagem severa, a formação de bancos de areia e a redução da profundidade dos rios podem dificultar ou até impedir a navegação em determinados trechos, aumentando o tempo e o custo dos deslocamentos.

Estiagem exige medidas emergenciais

O avanço da seca também aumenta a necessidade de ações de assistência às comunidades ribeirinhas e localidades de difícil acesso. Em 2026, a Defesa Civil do Amazonas já informou o envio de purificadores de água e cestas básicas para municípios afetados pela estiagem.

O cenário reforça a necessidade de monitoramento dos níveis dos rios e de medidas preventivas para garantir água potável, abastecimento, transporte, atendimento médico e acesso às escolas durante o período de vazante.

*Fonte ampost


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