Religioso pede indenização de R$ 300 mil, solicita a retirada das reportagens da internet e alega que a repercussão do caso comprometeu sua vida pessoal e atuação religiosa.
O padre Luciano Braga Simplício acionou a Justiça contra as emissoras Globo, Record e SBT após a divulgação de reportagens sobre o caso em que foi flagrado ao lado da noiva de um fiel dentro de uma casa paroquial, em Nova Maringá, no interior de Mato Grosso.
Na ação, o religioso pede a remoção das reportagens das plataformas digitais e uma indenização de R$ 300 mil por danos morais, alegando que a ampla repercussão provocou prejuízos à sua imagem e à sua atuação pastoral.
Defesa afirma que padre sofreu prejuízos
Segundo os advogados, a divulgação das imagens provocou hostilidade nas redes sociais e também na vida cotidiana do sacerdote, comprometendo sua rotina e seu trabalho religioso.
As emissoras informaram que não comentam processos judiciais em andamento. A defesa do padre também não se manifestou publicamente sobre a ação.
Liminar foi revertida
Em um primeiro momento, a Justiça de Mato Grosso determinou, por meio de liminar, que as emissoras retirassem as reportagens do ar.
A Globo recorreu da decisão ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso, argumentando que a medida representava censura prévia e violava a liberdade de imprensa. O recurso foi aceito e a liminar acabou sendo derrubada.
O mérito da ação ainda será analisado pela Justiça.
Caso ganhou repercussão nacional
O episódio ocorreu em outubro de 2025, quando imagens do padre ao lado da noiva de um fiel dentro da residência paroquial passaram a circular nas redes sociais.
Na época, Luciano Braga negou qualquer relacionamento amoroso com a mulher. Segundo sua versão, ela apenas utilizou o banheiro da casa paroquial para tomar banho após trabalhar na igreja.
Diocese afastou sacerdote
Após a repercussão do caso, a Diocese de Diamantino informou o afastamento do padre de suas funções e comunicou a abertura dos procedimentos canônicos para apurar sua conduta.
A investigação interna da Igreja segue conforme as normas da instituição, enquanto o processo movido pelo religioso contra as emissoras continua em tramitação na Justiça.
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