04/05/2026
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ONG pede fim de plataforma de monitoramento de redes financiada por emenda de Erika Hilton e leva caso à Justiça

ONG pede fim de plataforma de monitoramento de redes
Erika Santos Silva, mais conhecida como Erika Hilton, é uma travesti, vereadora pelo município de São Paulo e deputada federal eletia, durante entrevista ao Poder360 no salão verde da Câmara dos Deputados.| Sérgio Lima/Poder360 22.nov.2022

Ação questiona uso de recurso público em sistema de vigilância digital e levanta debate sobre liberdade de expressão e controle de conteúdo online

Uma ONG feminista ingressou na Justiça Federal do Distrito Federal com um pedido para encerrar a chamada “Plataforma do Respeito”, um sistema de monitoramento de redes sociais financiado por emenda parlamentar da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).

Segundo reportagem do portal Metrópoles, a iniciativa é custeada por uma emenda de R$ 300 mil destinada à implementação de um mecanismo de identificação de conteúdos considerados ofensivos ou discriminatórios contra a população LGBTQIA+.

A plataforma utiliza ferramentas de análise e inteligência artificial para monitorar postagens nas redes sociais e encaminhar casos considerados graves a órgãos como o Ministério Público, com o objetivo de apurar possíveis crimes de ódio.

ONG questiona uso do dinheiro público

A organização autora da ação argumenta que o sistema, apesar de ter finalidade declarada de combate à desinformação e ao discurso de ódio, estaria sendo utilizado como instrumento de vigilância e possível intimidação no ambiente digital.

Na petição, a entidade sustenta que haveria desvio de finalidade no uso de recursos públicos e pede a suspensão do termo de fomento que mantém a plataforma, além de multa diária em caso de descumprimento.

Debate político e jurídico

O caso reacende o debate sobre os limites entre combate ao discurso de ódio e liberdade de expressão nas redes sociais, especialmente quando envolve financiamento público de ferramentas de monitoramento digital.

Críticos da iniciativa afirmam que esse tipo de mecanismo pode abrir margem para perseguição de posicionamentos políticos e censura indireta. Já defensores alegam que a ferramenta é necessária para enfrentar a violência e a desinformação contra grupos vulneráveis.

O processo ainda será analisado pela Justiça Federal.


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