15/09/2026
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Nunes Marques bloqueia Gilmar Mendes no WhatsApp após briga

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Foto reprodução

Conversa entre ministros teve cobranças sobre afastamento de processos, abertura de contas e terminou com Nunes Marques bloqueando o colega.

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), bloqueou o colega Gilmar Mendes no WhatsApp após uma discussão envolvendo o julgamento sobre o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e os desdobramentos do caso Banco Master.

A troca de mensagens ocorreu em 8 de setembro, depois que Gilmar Mendes pediu vista do julgamento na Segunda Turma. Na sequência, Luiz Fux e Nunes Marques anteciparam os votos e acompanharam a decisão de André Mendonça, formando maioria para manter o afastamento de Andrei Rodrigues.

Segundo reportagem do Poder360, a conversa entre os ministros subiu de tom e terminou com Nunes Marques informando que não queria mais receber mensagens de Gilmar. O episódio também foi confirmado por outros veículos que tiveram acesso ao conteúdo da conversa.

Gilmar Mendes cobra ministros e pede abertura de contas

Durante a discussão, Gilmar Mendes questionou a atuação de Nunes Marques e Fux no julgamento sobre Andrei Rodrigues.

Em uma das mensagens, o decano escreveu:

“Assumam que estão ferrados e saiam dos processos. Abram as contas”

Gilmar também defendeu que Nunes Marques deixasse a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Nunes Marques respondeu pedindo respeito:

“Me respeite Gilmar. Isso não é postura”

Na sequência, Gilmar afirmou que não respeitaria quem, segundo ele, não se desse ao respeito, e voltou a cobrar o afastamento do colega de processos relacionados ao Banco Master.

Nunes Marques bloqueia Gilmar após discussão

A conversa continuou com novas cobranças. Gilmar afirmou:

“Vc tem de sair do TSE também”

Nunes Marques então encerrou o contato:

“Então não me tecle pois não falo com quem não me respeita”

Gilmar ainda escreveu:

“Abra as suas contas antes de julgar qualquer coisa desse caso nq turma”

O ministro respondeu:

“Abro com o maior prazer. Há 15 anos que presto contas de tudo. Como juiz”

Depois da troca de mensagens, Nunes Marques bloqueou o contato de Gilmar no aplicativo. Segundo pessoas próximas ao presidente do TSE ouvidas pelo SGC, o bloqueio permanecia até esta terça-feira (15).

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Briga ocorreu em meio à crise do Banco Master

O episódio aconteceu em um momento de forte tensão entre ministros do STF por causa das investigações relacionadas ao Banco Master e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

No dia 8 de setembro, Gilmar havia pedido vista no julgamento sobre o afastamento de Andrei Rodrigues. Apesar disso, Fux e Nunes Marques anteciparam seus votos e acompanharam André Mendonça, formando maioria pela manutenção do afastamento.

A discussão posteriormente se misturou às divergências sobre os procedimentos adotados por Mendonça e sobre as informações extraídas do celular de Vorcaro.

Mensagens citam filho de Nunes Marques

Nesta terça-feira (15), novas informações envolvendo a família de Nunes Marques vieram a público.

Mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro mencionam Kevin Marques, filho do ministro, em conversas com Luiz Rennó, então diretor jurídico do Banco Master. Em um dos diálogos, aparece a referência a um pagamento mensal de R$ 500 mil.

A informação, porém, não comprova isoladamente que o pagamento tenha sido realizado. Kevin Marques nega ter prestado serviços ao Banco Master ou recebido dinheiro de Vorcaro. A defesa informou que ele recebeu R$ 281,6 mil da empresa Consult Inteligência Tributária por serviços jurídicos tributários, sem relação com o STF.

Nunes Marques também negou qualquer irregularidade e afirmou no STF que seu filho não prestou serviços ao Banco Master.

Nunes Marques se declarou impedido no julgamento sobre Moraes

Também nesta terça-feira, Nunes Marques anunciou que não participaria do julgamento sobre a possibilidade de abertura de investigação contra Alexandre de Moraes a partir de informações envolvendo Vorcaro.

O ministro justificou o impedimento pela posição que ocupa como presidente do TSE. Segundo ele, o julgamento poderia ter impacto no cenário político-eleitoral e, por isso, não se sentia confortável em participar da análise.

A declaração ocorreu no mesmo dia em que o plenário do STF iniciou a análise do caso. O julgamento acabou suspenso posteriormente após pedido de vista de Flávio Dino.

*Fonte ampost


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