11/07/2026
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Mulher morre após sofrer queimaduras durante ritual em terreiro; Veja

Mulher morre após sofrer queimaduras durante ritual
Foto reprodução

Caroline Pinto dos Santos, sofreu queimaduras em 65% do corpo.

Caroline Pinto dos Santos participava de uma cerimônia realizada na noite de 13 de junho, na Casa do Ogum, em Realengo, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

De acordo com relatos de testemunhas, durante o ritual um dos participantes utilizou etanol para acender uma fogueira posicionada no centro da roda formada pelos integrantes da cerimônia. As chamas atingiram Caroline, que estava de costas para o fogo no momento do incidente.

Segundo testemunhas, a vítima saiu correndo em chamas e foi socorrida imediatamente pelos presentes, que utilizaram um lençol para conter o fogo antes de encaminhá-la ao Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz.

Quando a vítima morreu?

Caroline permaneceu internada desde o dia do acidente, com queimaduras que atingiram cerca de 65% do corpo.

Após quase um mês de tratamento, ela morreu na quinta-feira (9), em decorrência da gravidade dos ferimentos.

O que disse a família?

Nas redes sociais, a mãe da vítima lamentou a morte da filha e pediu que o caso seja investigado com rigor.

“Caroline tinha uma vida inteira de sonhos, planos e conquistas pela frente. Sua história foi interrompida de forma brutal e injusta.”

Ela também afirmou que a família espera uma apuração transparente dos fatos e a responsabilização de eventuais envolvidos.

Qual foi a posição da Casa do Ogum?

Em nota, a Casa do Ogum declarou que não autorizou qualquer conduta que possa ter contribuído para o acidente.

O terreiro afirmou que desenvolve suas atividades religiosas há mais de dez anos com base nos princípios de sua tradição, respeitando a legislação e priorizando a segurança e a dignidade das pessoas.

A instituição também informou que está colaborando integralmente com as autoridades, colocou-se à disposição para prestar esclarecimentos e manifestou solidariedade à família de Caroline.

A defesa de Thayane Alves, apontada como dirigente da cerimônia, informou que não irá se manifestar neste momento.

Como está a investigação?

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que o caso foi inicialmente registrado na 35ª Delegacia de Polícia (Campo Grande) e posteriormente encaminhado para a 33ª DP (Realengo), responsável pela investigação.

Segundo a corporação, diligências continuam sendo realizadas para esclarecer exatamente como ocorreu o acidente e verificar se houve responsabilidade criminal.

Até o momento, não há informação sobre indiciamentos ou prisões relacionados ao caso.

O que ainda precisa ser esclarecido?

As investigações buscam responder questões como:

  • Quem utilizou o etanol para acender a fogueira;
  • Se havia protocolos de segurança durante o ritual;
  • Se houve negligência ou imprudência na condução da cerimônia;
  • Se alguma pessoa poderá responder criminalmente pelo ocorrido.

A conclusão do inquérito dependerá dos depoimentos, perícias e demais provas reunidas pela Polícia Civil.


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