Vítima era transportada à força pelo Rio Potengi quando a embarcação foi localizada por uma aeronave; suspeitos foram presos durante a ação.
Uma operação integrada das forças de segurança impediu que uma mulher, que estaria sendo mantida em cárcere privado, fosse levada para um possível “tribunal do crime”, em Natal, no Rio Grande do Norte. A vítima foi localizada no domingo (23), dentro de uma embarcação que navegava pelo Rio Potengi.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), a mulher estaria sob ameaça de integrantes de um grupo criminoso e poderia ser submetida a uma execução caso chegasse ao destino pretendido pelos suspeitos.
Denúncia colocou polícia no rastro da embarcação
As equipes receberam informações de que uma mulher estaria sendo levada contra a própria vontade em um barco pelo Rio Potengi.
A partir da denúncia, a aeronave Potiguar 01, da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (CIOPAER), iniciou uma operação de busca e conseguiu localizar a embarcação nas proximidades da comunidade Passo da Pátria.
O acompanhamento foi feito à distância para evitar que os suspeitos percebessem imediatamente a movimentação policial.
Suspeitos mudaram de rota durante monitoramento
Durante o acompanhamento aéreo, os policiais perceberam uma mudança no comportamento do grupo. A embarcação alterou o percurso e voltou para a região de onde havia partido.
Com a informação repassada pela equipe aérea, policiais do 1º Batalhão da Polícia Militar e do Batalhão de Choque foram posicionados em pontos estratégicos para interceptar o barco.
Quando a embarcação chegou à comunidade, as equipes realizaram a abordagem.
Vítima foi retirada do barco e colocada em segurança
Os suspeitos foram presos e a mulher retirada da embarcação. Segundo as autoridades, ela estava ameaçada e permanecia sob domínio do grupo.
A ação conjunta entre o policiamento aéreo e as equipes terrestres foi considerada fundamental para impedir que a vítima fosse levada ao local apontado como “tribunal do crime”.
Os envolvidos foram conduzidos para os procedimentos legais e responderão por tortura e cárcere privado.
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