A gestão do prefeito de Humaitá, Dedei Lobo (União Brasil), voltou a ser alvo de investigação do Ministério Público do Amazonas (MPAM), desta vez por suspeitas de irregularidades na perfuração e utilização de poços artesianos entre 2021 e 2023.
Segundo o MPAM, há indícios de que diversas obras foram realizadas sem licenciamento ambiental e sem a documentação obrigatória exigida pelos órgãos competentes. A apuração começou após o órgão identificar falhas no processo de autorização das perfurações e ausência de informações técnicas que comprovem a legalidade dos serviços.
O promotor responsável determinou que a Prefeitura de Humaitá e a Companhia Humaitaense de Abastecimento de Águas (COHASB) apresentem um levantamento completo sobre todos os poços perfurados no período, incluindo localização, datas, áreas beneficiadas e autorizações ambientais. O IPAAM também foi acionado para fiscalizar possíveis danos ambientais e verificar o cumprimento da legislação.
A investigação aumenta a pressão sobre a administração municipal, que já enfrenta outros questionamentos. Nos últimos meses, Dedei Lobo foi citado em apurações envolvendo contratos milionários, suspeitas de falhas em licitações e gastos públicos. Em um dos casos, o TCE-AM aplicou multa ao prefeito por indícios de irregularidades em uma contratação sem licitação. Em outra investigação, o MPAM apura possíveis problemas em um contrato de pavimentação.
As novas denúncias ampliam a preocupação entre os moradores, diante da sequência de investigações envolvendo a atual gestão. Agora, os órgãos fiscalizadores devem aprofundar as apurações para identificar eventuais ilegalidades, danos ambientais e responsabilidades administrativas.



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