Apuração envolve contratos, licitação e critérios de cobrança aos permissionários.
O Ministério Público do Estado do Amazonas instaurou um inquérito civil para apurar a legalidade dos valores cobrados de permissionários da Feira Municipal Eduardo Nunes de Sá, em Tefé.
A investigação é conduzida pela Promotoria de Justiça local e busca verificar se as taxas mensais aplicadas aos comerciantes seguem as normas legais e princípios administrativos.
Indícios de irregularidades
De acordo com o promotor Gustavo Van Der Laars, a análise preliminar identificou problemas relevantes, como ausência de contratos formais, falta de documentação sobre o processo licitatório e ocupação irregular de espaços por pessoas diferentes das autorizadas.
Esses elementos levantaram suspeitas sobre a forma como o uso dos boxes vem sendo gerido ao longo dos anos.
Documentos e leis analisados
Durante o procedimento, foram solicitadas informações à administração municipal, incluindo dados da Secretaria de Produção e da Procuradoria do município.
Entre os documentos avaliados estão edital de seleção, decreto municipal, termos de permissão e estudos financeiros. A investigação também considera a compatibilidade das cobranças com legislações locais e critérios como isonomia, razoabilidade e proporcionalidade.
Possíveis falhas na gestão pública
O foco da apuração está na fixação e diferenciação das taxas cobradas, além da transparência na administração do espaço público. O MP busca entender se houve tratamento desigual entre permissionários ou cobrança fora dos parâmetros legais.
Atuação preventiva do MP
Segundo o Ministério Público, o uso de instrumentos extrajudiciais permite agir de forma preventiva, evitando prejuízos ao erário e à coletividade antes que irregularidades se consolidem.
A investigação segue em andamento e pode resultar em recomendações, ajustes administrativos ou eventual responsabilização, caso sejam confirmadas irregularidades.
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