Macário Júdice estava preso desde dezembro de 2025 e deixou a prisão com uso de tornozeleira eletrônica.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta sexta-feira (30), a soltura do desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, que estava preso no Rio de Janeiro desde dezembro de 2025. Após a decisão, o magistrado deixou a prisão e passou a cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
Macário é investigado por suspeita de obstrução de investigação e vazamento de informações sigilosas sobre uma operação da Polícia Federal que tinha como alvo o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, e integrantes ligados ao Comando Vermelho (CV).
Segundo as investigações, agentes federais suspeitam que o desembargador tenha repassado informações sobre a operação ao então presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar. Ele, por sua vez, teria alertado TH Joias sobre a ação policial.
A defesa de Macário Júdice nega as acusações.
Rodrigo Bacellar será transferido para o Rio
Além da soltura do desembargador, houve mudança na situação de Rodrigo Bacellar. O ex-presidente da Alerj, que estava detido em um presídio federal, será transferido para uma unidade prisional no Rio de Janeiro.
Já TH Joias permanece preso. Os três são investigados no mesmo caso, que apura o suposto vazamento de informações sigilosas de uma operação policial relacionada ao Comando Vermelho.
STF tornou investigados réus
Em agosto de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, receber a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Macário Júdice, Rodrigo Bacellar e TH Joias.
Com a decisão, os três passaram à condição de réus por suspeita de obstrução de investigação relacionada ao vazamento de informações sobre a operação policial.
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