Confronto entre ministros ocorre enquanto aposentadorias compulsórias estão previstas apenas para 2043 e 2047
Alexandre de Moraes e André Mendonça estão no centro de uma crise que expôs a tensão entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A divulgação de supostas mensagens envolvendo Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro desencadeou uma sequência de decisões e acusações que colocou os dois ministros em lados opostos dentro da Corte.
Apesar do atual confronto, a convivência entre Moraes e Mendonça deve se estender por muitos anos. A aposentadoria compulsória de Moraes está prevista para 13 de dezembro de 2043, enquanto a de Mendonça deve ocorrer em 27 de dezembro de 2047. Assim, os dois ainda têm pelo menos 17 anos de atuação conjunta no Supremo.
O caso ganhou força após a divulgação de documentos da Polícia Federal que incluem supostas mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes. Em apenas três dias, o episódio evoluiu para uma troca de acusações entre ministros e a abertura de procedimentos para apurar os desdobramentos da crise.
A tensão aumentou após Moraes pedir que Mendonça seja investigado por possíveis condutas relacionadas a improbidade administrativa, crimes de responsabilidade e abuso de autoridade.
Diante do pedido, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, determinou que a solicitação apresentada por Moraes seja retirada do inquérito das fake news e passe a tramitar em um processo separado.
Fachin também determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) seja ouvida sobre o caso. O órgão terá cinco dias úteis para apresentar parecer sobre a admissibilidade e a regularidade do procedimento e, se considerar pertinente, manifestar-se sobre as acusações apresentadas.
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