Resposta enviada ao Congresso gerou desconforto no Palácio do Planalto; governo dos Estados Unidos classificou a avaliação como “absurda”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou insatisfação com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, após o Itamaraty encaminhar à Câmara dos Deputados um documento que mencionava a possibilidade de uma eventual ação militar dos Estados Unidos em território brasileiro.
Segundo informações do Poder360, o episódio provocou desconforto dentro do Palácio do Planalto e também entre integrantes das Forças Armadas.
Documento gerou incômodo no governo
A resposta enviada pelo Ministério das Relações Exteriores fazia referência aos possíveis desdobramentos da decisão dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.
No texto, o Itamaraty citava, entre os riscos, a possibilidade de uso da força militar norte-americana em território brasileiro, sem detalhar quais informações embasavam essa conclusão.
Lula considerou tema fora da competência do Itamaraty
De acordo com a publicação, Lula avaliou que esse tipo de análise extrapola as atribuições do Ministério das Relações Exteriores e não deveria constar em uma resposta oficial encaminhada ao Congresso Nacional.
O envio do documento foi interpretado pelo governo como um fator que ampliou a repercussão do tema.
Governo dos EUA rejeitou avaliação
Ainda segundo o Poder360, integrantes do governo do presidente Donald Trump reagiram ao conteúdo do documento e classificaram como “absurda” a hipótese de uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil.
Até o momento, o Palácio do Planalto e o Itamaraty não divulgaram nota oficial comentando o episódio.
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