Acusado seguirá preso e vai responder por tragédia ocorrida no Encontro das Águas
A Justiça do Amazonas aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu Pedro José da Silva Gama, comandante da lancha “Lima de Abreu XV”, pelo naufrágio que matou três pessoas em Manaus. A decisão foi assinada nesta sexta-feira (24) pelo juiz Fábio Lopes Alfaia, da 2ª Vara do Tribunal do Júri.
Com isso, o processo entra agora na fase de instrução, com coleta de provas, depoimentos de testemunhas e manifestação da defesa. Depois dessa etapa, a Justiça decidirá se o acusado será levado a júri popular.
O naufrágio aconteceu no dia 13 de fevereiro deste ano, na região do Encontro das Águas. Três pessoas morreram — duas mulheres e um homem — e outras cinco seguem desaparecidas.
Na decisão, o magistrado entendeu que existem indícios suficientes de autoria para o andamento da ação penal.
Segundo o Ministério Público do Amazonas, o comandante assumiu o risco de causar a tragédia ao conduzir a embarcação em alta velocidade e realizar manobras perigosas, mesmo diante de condições adversas e alertas feitos por passageiros.
Testemunhas relataram ainda que o piloto teria participado de um “racha” com outra embarcação durante o trajeto, que saiu do porto da Manaus Moderna com destino a Nova Olinda do Norte.
Ainda conforme a denúncia, ao chegar ao Encontro das Águas, a lancha foi atingida por ondas sucessivas, o que provocou a entrada de água e o afundamento em poucos minutos. A situação teria sido agravada pela falta de coletes salva-vidas para todos os ocupantes.
Pedro José responde por homicídio com três qualificadoras: motivo fútil, perigo comum e recurso que dificultou a defesa das vítimas. Ele está preso desde 16 de março.
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