24/10/2026
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Humaitá concentra R$ 4,3 milhões em multas por queimadas e tem 280 hectares embargados no AM

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Foto: Divulgação / Ipaam

Ipaam aplicou R$ 25,6 milhões em multas por uso irregular do fogo em sete municípios do Amazonas.

Humaitá, no interior do Amazonas, concentrou o maior número de autuações e a maior área embargada por uso irregular do fogo entre setembro e 22 de outubro de 2026. Segundo o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), o município recebeu oito autos de infração, que somam R$ 4,36 milhões, e teve quatro áreas embargadas, totalizando 280,85 hectares.

Em todo o estado, o órgão aplicou 32 autos de infração em sete municípios, com multas que chegam a R$ 25,6 milhões. No mesmo período, foram emitidos 15 termos de embargo, que atingiram 724,1 hectares — área equivalente a aproximadamente 1.014 campos de futebol.

As ações foram realizadas por meio das operações Alerta Fogo, Tamoiotatá e Região Metropolitana de Manaus. As fiscalizações foram reforçadas após o Decreto Estadual nº 55.339, de 9 de setembro de 2026, que proibiu o uso do fogo no Amazonas por 120 dias, conforme as condições e exceções previstas na norma.

Manaus tem multa de R$ 5 milhões

Além de Humaitá, outros municípios também foram alvo das fiscalizações. Em Manaus, foi registrado um auto de infração no valor de R$ 5,01 milhões. Em Careiro da Várzea, foram seis autuações, que somam R$ 702,4 mil, enquanto Manaquiri teve dois autos, no valor total de R$ 827,95 mil.

Manacapuru registrou uma autuação de R$ 2,5 milhões, e Tapauá teve uma multa de R$ 65,79 mil. De acordo com o Ipaam, o valor total das penalidades aplicadas nos sete municípios foi de R$ 25.607.911.

Embargos atingem 724 hectares

Humaitá também liderou em área embargada, com 280,85 hectares atingidos. Em Careiro, cinco termos de embargo abrangeram 199,29 hectares. Já em Careiro da Várzea, dois termos atingiram 156,8 hectares.

Manaquiri teve dois embargos, que somaram 82,79 hectares, enquanto Tapauá registrou um, de 4,38 hectares. Em Manaus, foi emitido um termo de embargo, mas não houve área contabilizada. Ao todo, os 15 termos atingiram 724,1 hectares.

O embargo é uma medida administrativa que impede a continuidade de atividades consideradas irregulares e busca evitar o agravamento dos danos ambientais. Nos casos de uso irregular do fogo, a restrição incide sobre a área atingida, conforme a infração identificada pela fiscalização.

Os valores arrecadados com as multas são destinados ao Fundo Estadual do Meio Ambiente (Fema), administrado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

Fiscalização teve apoio policial

As equipes concentraram as ações em áreas com maior número de focos de calor. As operações contaram com apoio da Polícia Militar, por meio do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb), da Polícia Civil e da Secretaria-Executiva Adjunta de Inteligência (Seaint).


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