Pré-candidato à Presidência voltou a associar o governo federal ao debate sobre PCC e Comando Vermelho após classificação das facções como organizações terroristas pelos Estados Unidos
Por: Redação MVE
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta segunda-feira (8) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “parece chefe do PCC”. A declaração foi feita durante um evento político em São Paulo e ocorre em meio ao acirramento do debate nacional sobre o combate às facções criminosas.
Segundo Flávio Bolsonaro, a reação do presidente à decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas teria motivado suas críticas. O senador afirmou que muitas pessoas enxergam uma suposta proximidade política do governo com pautas que, segundo ele, seriam favoráveis às facções criminosas.
A declaração amplia uma série de ataques políticos feitos pelo parlamentar nos últimos dias. Em entrevistas anteriores, Flávio já havia acusado Lula de ter “simpatia” pelo PCC e pelo Comando Vermelho e defendeu que ambas as organizações sejam oficialmente reconhecidas como grupos terroristas, medida que, segundo ele, permitiria maior cooperação internacional no combate ao crime organizado.
Debate ganhou força após decisão dos Estados Unidos
A polêmica ganhou dimensão internacional após o governo norte-americano anunciar a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. A medida recebeu apoio de Flávio Bolsonaro, mas foi criticada pelo governo brasileiro, que considerou a decisão uma interferência em assuntos internos do país.
Lula afirmou que o combate ao crime organizado é uma prioridade do governo brasileiro, mas rejeitou a classificação adotada pelos Estados Unidos. O presidente também criticou a atuação de aliados da família Bolsonaro junto a autoridades norte-americanas sobre o tema.
Clima de campanha eleitoral
As declarações ocorrem em um cenário de pré-campanha para as eleições presidenciais de 2026, nas quais Flávio Bolsonaro busca consolidar seu nome como principal representante do campo conservador. Nos últimos meses, o senador tem intensificado discursos voltados à segurança pública, ao combate ao crime organizado e à cooperação internacional contra facções criminosas.
O episódio reforça o tom de confronto entre governo e oposição em torno da segurança pública, tema que promete ocupar espaço central no debate eleitoral dos próximos meses.
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