30/08/2026
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Filha mata o próprio pai a facadas, grava o crime e posta tudo nas redes sociais; veja vídeo

Filha mata o proprio pai a facadas grava o crime e posta tudo nas redes sociais veja video
Foto reprodução

Uma mulher de 30 anos, identificada como Edilene Felix Bueno, foi presa em flagrante na última sexta-feira (21) após assassinar a facadas o próprio pai, Osmar Ferreira da Silva, de 62 anos. O crime ocorreu na residência da família, localizada no bairro Guaripucaba do Souza, em Bragança Paulista, interior de São Paulo. A vítima, que tinha deficiência física e vivia acamada, foi morta sem qualquer chance de defesa.
Edilene Felix Bueno, de 30 anos, cometeu o crime na última sexta-feira (21) e justificou o ato alegando abusos sofridos na infância. Ela filmou as agressões, enviou as imagens em um grupo da família e aguardou a chegada da polícia.

O caso chocou a vizinhança e a polícia, ganhando contornos ainda mais macabros porque a agressora gravou toda a ação com o próprio celular. Durante o ataque, Edilene demonstrou frieza e descontrole extremo. Nas imagens gravadas por ela mesma, a mulher xinga o pai, que já aparece gravemente ferido e ensanguentado, e profere diversos golpes enquanto afirma agir movida por um ódio profundo.

Em trechos do vídeo, Edilene declara: “Não é droga que faz isso comigo não, cara. Sabe o que que é? É raiva! O senhor não sabe o tanto de raiva que eu tenho de você”. Em outro momento macabro da gravação, após constatar que “a faca entortou” de tanto golpear o idoso, ela foca no rosto do pai e diz: “Está aí, ó! Osmar! Mortinho”. O vídeo foi enviado pela própria autora para um grupo de mensagens do WhatsApp da família e publicado em suas redes sociais. Na noite anterior ao crime, ela já havia postado conteúdos enigmáticos com músicas que falavam sobre relações conflituosas entre pais e filhos.

Vizinhos acionaram a polícia

A residência onde o crime aconteceu fica em um terreno que abriga um conjunto de casas. Vizinhos relataram ter ouvido os gritos altos da mulher e o barulho das agressões. Assustados, alguns moradores tentaram contatar Edilene pelas redes sociais e acabaram se deparando com os vídeos perturbadores que ela acabara de publicar.

A Polícia Militar foi acionada imediatamente. Ao chegarem ao local — que passou a ser chamado por moradores de “casa dos horrores” —, os agentes não encontraram resistência. Edilene não tentou fugir e permaneceu ao lado do corpo da vítima. A casa estava completamente revirada. No local, a perícia apreendeu garrafas de bebidas alcoólicas abertas e um martelo, que estava na cama, ao lado do colchão onde Osmar dormia.

Investigações e motivação

Na delegacia, a suspeita confessou o crime. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Henrique Rodrigues, Edilene alegou que a motivação seria o ressentimento por falta de atenção e por supostos abusos e agressões que sofreu do pai durante a infância. Apesar de admitir o consumo de álcool e drogas, ela reiterou, assim como fez no vídeo, que a substância não influenciou sua decisão, e que o ato foi motivado puramente por “raiva”.

“É um caso que choca pela brutalidade que foi. Nós não estamos acostumados a ver uma filha matar o pai desse jeito, dessa forma”, declarou o delegado Henrique Rodrigues. Ele ressaltou que a vítima dependia totalmente da filha para sobreviver, já que ela era a responsável pelos seus cuidados diários.

A Polícia Civil de São Paulo (PCSP) segue investigando o caso para apurar a veracidade das alegações de abuso feitas pela suspeita. Os investigadores devem ouvir os familiares, incluindo o irmão de Edilene, nos próximos dias, para confrontar a versão apresentada por ela em depoimento.

Edilene permanece presa em flagrante e à disposição da Justiça. O andamento do inquérito agora aguarda os laudos periciais do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC) realizados no local dos fatos e nos objetos apreendidos. Na vizinhança, o clima é de choque e incredulidade, pois, segundo os moradores, Edilene costumava ser educada no trato cotidiano e conversava normalmente com a vizinhança.


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