Rhavenna Barcelos de Almeida foi alvo da Operação Fariseus; polícia investiga suposta ligação com criminoso conhecido como “Batman”, apontado como liderança da facção no Rio de Janeiro
Uma operação da Polícia Civil colocou no centro das investigações uma jovem de 24 anos apontada como integrante de uma rede suspeita de ligação com o Comando Vermelho. Rhavenna Barcelos de Almeida, filha de um pastor, foi presa nesta quinta-feira (16) durante a Operação Fariseus, que apura uma suposta utilização de atividades religiosas para facilitar contatos entre integrantes de uma facção criminosa.
A investigação ganhou repercussão após a descoberta de fotos, vídeos e registros que mostram Rhavenna ao lado de Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado pelas autoridades como uma liderança da organização criminosa e que estaria foragido no Rio de Janeiro. As imagens mostram os dois em diferentes locais, incluindo festas, restaurantes e residências.
Filha de pastor aparece em imagens com criminoso investigado
Segundo a investigação, Rhavenna teria mantido uma relação próxima e de longa duração com Jonas Souza Garcia Júnior. O criminoso é apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho e estaria escondido no Rio de Janeiro após fugir do estado de Mato Grosso.
Nas imagens analisadas pelos investigadores, a jovem aparece ao lado do suspeito em diferentes momentos. Em algumas gravações e fotografias, também aparecem armas de alto calibre.
A polícia afirma que o material apreendido durante a investigação ajudou a levantar suspeitas sobre a participação dela em atividades relacionadas à organização criminosa.
Quem é “Batman”, apontado como líder do Comando Vermelho?
Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido pelo apelido de “Batman”, é investigado pelas autoridades como integrante de uma liderança do Comando Vermelho.
De acordo com a apuração policial, mesmo estando foragido, ele teria mantido contato com pessoas ligadas à facção e continuado exercendo influência sobre integrantes do grupo.
A investigação aponta que parte dessa comunicação teria ocorrido por meio de pessoas próximas ao criminoso.
O que a polícia diz sobre a participação de Rhavenna?
Segundo os investigadores, Rhavenna é suspeita de atuar como uma espécie de elo entre integrantes da facção que estavam presos e pessoas que estavam em liberdade.
A polícia afirma que ela teria recebido informações de integrantes do grupo criminoso e repassado ordens de lideranças para outros membros.
Além disso, a jovem também é investigada por suspeita de envolvimento em movimentações financeiras relacionadas ao tráfico de drogas e por supostamente oferecer apoio logístico a criminosos.
As acusações ainda estão sendo investigadas, e a defesa dos envolvidos não foi apresentada até a publicação desta reportagem.
Operação Fariseus investiga suposto uso de atividade religiosa
A Operação Fariseus foi deflagrada pela Polícia Civil para investigar uma possível estrutura usada para facilitar comunicação entre integrantes de uma facção criminosa.
Segundo os investigadores, uma suposta atuação missionária dentro de unidades prisionais teria sido utilizada, conforme os indícios reunidos, para aproximar integrantes de uma família de detentos ligados ao crime organizado.
A suspeita surgiu após uma denúncia anônima indicando que membros de uma família utilizariam visitas religiosas na Penitenciária Central do Estado (PCE) para supostamente entregar celulares, carregadores e outros objetos proibidos.
O que foi encontrado durante a investigação?
A polícia informou que análises autorizadas judicialmente de dados telemáticos revelaram um conjunto de informações considerado relevante para o inquérito.
Entre os materiais analisados estão:
- fotografias;
- vídeos;
- conversas;
- registros financeiros;
- contatos telefônicos.
Segundo a investigação, foram identificadas conversas com presos, troca de mensagens entre integrantes da facção e pessoas em liberdade, além de possíveis intermediações de recados.
Investigação aponta ligação além da assistência religiosa
A polícia afirma que os dados coletados indicam que a relação dos investigados com presos, foragidos e integrantes da facção teria ultrapassado uma atuação exclusivamente religiosa.
De acordo com os investigadores, havia contatos frequentes com pessoas apontadas como integrantes do grupo criminoso e circulação de informações relacionadas ao sistema prisional.
A entrega de celulares dentro da unidade prisional, no entanto, ainda não teria sido comprovada, conforme a própria investigação.
Quem mais foi alvo da Operação Fariseus?
Além de Rhavenna, também foram alvos da operação seus pais, o pastor Nivaldo de Almeida e Orminda Carlos de Barcelos Almeida.
A investigação busca esclarecer o papel de cada envolvido e identificar se havia uma estrutura organizada para comunicação e apoio a integrantes da facção.
O que acontece agora?
Com as prisões e apreensões realizadas, a Polícia Civil deve continuar analisando os materiais recolhidos para aprofundar a investigação. O caso ainda depende de novas etapas, incluindo depoimentos, análise de documentos e possíveis decisões judiciais.
Os investigados serão responsabilizados apenas caso haja comprovação das acusações ao longo do processo.
O Comando Vermelho é uma das maiores organizações criminosas do país e possui atuação em diferentes estados brasileiros. Investigações envolvendo a facção costumam acompanhar redes de comunicação, movimentação financeira e apoio logístico utilizado por integrantes presos e foragidos.
A Operação Fariseus chama atenção porque envolve suspeitas de que relações familiares e atividades religiosas teriam sido usadas como uma possível ponte de comunicação entre integrantes do crime organizado.
O avanço da investigação deve esclarecer se os suspeitos tinham participação direta nas ações criminosas ou se mantinham apenas vínculos pessoais com integrantes investigados.
Descubra mais sobre Manaustime
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
