14/04/2026
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Fachin repudia inclusão de ministros em relatório da CPI do Crime Organizado

Carlos Moura/SCO/STF
Foto Carlos Moura/SCO/STF

O texto apresentado pelo relator pedia o indiciamento de Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachinrepudiou nesta terça-feira (14) o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado que pedia o indiciamento dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. O magistrado manifestou solidariedade aos colegas da Corte.

Em nota, Fachin afirmou que os ministros foram “indevidamente mencionados no relatório final”. O presidente do STF disse reconhecer a “garantia fundamental” para o exercício das CPIs, desde que, “nos limites constitucionais” e “circunscritas à pertinência temática que deu ensejo à sua criação”.

“Desvios de finalidade temática dessas comissões, todavia, enfraquecem os pilares democráticos e ameaçam os direitos fundamentais de qualquer cidadão”, declarou Fachin.

O magistrado reafirmou que o STF “seguirá firme em sua missão de guardar a Constituição e proteger as liberdades democráticas”.

Relatório final rejeitado

A CPI do Crime Organizado rejeitou nesta terça-feira o relatório final apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Foram seis votos contra e quatro a favor.

A rejeição do relatório se deu depois de manobra conjunta do chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A articulação resultou na troca dos senadores Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante) por Teresa Leitão (PT-PE) e Beto Faro (PT-PA). A CPI foi formada por 11 parlamentares titulares, dos quais dez votaram, e sete suplentes.

Veja como votou cada senador:

  • Alessandro Vieira (MDB-SE): a favor;
  • Beto Faro (PT-PA): contra;
  • Eduardo Girão (Novo-CE): a favor;
  • Esperidião Amin (PP-SC): a favor;
  • Humberto Costa (PT-PE): contra;
  • Magno Malta (PL-ES): a favor;
  • Otto Alencar (PSD-BA): contra;
  • Rogério Carvalho (PT-SE): contra;
  • Soraya Thronicke (PSB-MS): contra
  • Tereza Leitão (PT-PE): contra.

CPI do Crime Organizado

Instalada em 4 de novembro de 2025, a CPI apurou a atuação, a expansão e o funcionamento de organizações criminosas no território brasileiro, em especial de facções e milícias. O colegiado investigou o modus operandi, a atuação em cada região e as suas estruturas a fim de identificar soluções adequadas para o combate, principalmente por meio de aperfeiçoamento da atual legislação.


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