16/01/2026
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EUA divulgam vídeo de apreensão de petroleiro ligado à Venezuela e à Rússia; assista

EUA divulgam vídeo de apreensão de petroleiro
Foto: reprodução

O navio, ligado à Venezuela e navegando sob bandeira russa, tinha se tornado alvo prioritário de Washington.

A Guarda Costeira dos Estados Unidos divulgou um vídeo que mostra a aproximação de uma embarcação americana ao petroleiro Marinera, antigo Bella 1, apreendido na quarta-feira (7). O navio, ligado à Venezuela e navegando sob bandeira russa, tinha se tornado alvo prioritário de Washington e passou semanas sendo monitorado e perseguido no Oceano Atlântico até finalmente ser capturado.

As imagens mostram um navio norte-americano diminuindo a distância para o petroleiro, que navegava em mar aberto. O momento exato da manobra não é identificado, mas o governo americano trata o material como confirmação visual de que a interceptação ocorreu de forma planejada e sob comando da Guarda Costeira.

Sanções, petróleo e um navio que não podia atracar

O Marinera estava a caminho da Venezuela quando foi interceptado pela primeira vez, ainda em dezembro de 2025. O navio integra uma frota descrita por autoridades dos EUA como uma rede de transporte clandestino de petróleo venezuelano, usada para driblar sanções internacionais impostas ao país. Desde então, embarcações e empresas relacionadas ao petróleo da Venezuela são alvo de bloqueios, apreensões e apreensão de carga.

Segundo fontes militares citadas por veículos locais, o petroleiro chegou a receber escolta de um submarino russo antes da apreensão — um indicativo de que Moscou vinha monitorando o caso de perto e considerava que o navio seria interceptado a qualquer momento.

Parte visível e parte oculta da operação

O vídeo divulgado não exibe helicópteros nem tropas embarcando no Marinera, como afirmaram reportagens de imprensa norte-americana e russa. Ainda assim, o governo dos Estados Unidos confirmou que a ação envolveu múltiplos meios operacionais, inclusive aeronaves e equipes especializadas preparadas para embarque tático, caso o petroleiro resistisse.

Fontes do governo afirmam que a operação tem respaldo jurídico, baseada em ordens judiciais que apontam transporte de petróleo venezuelano sem autorização e violação de sanções internacionais.

Rússia e China contestam e falam em abuso

Se em Washington a gravação foi tratada como prova de transparência e firmeza, do outro lado do mundo o clima azedou. Rússia e China reagiram imediatamente e condenaram a apreensão, classificando a ação como violação do direito marítimo e interferência ilegal em rotas comerciais.

Moscou acusou os americanos de pirataria estatal e afirmou que a bandeira russa confere proteção à embarcação — argumento ignorado pelos EUA, que sustentam que sanção internacional prevalece sobre registro marítimo.

Com o Marinera apreendido e rebocado para inspeção aprofundada, o episódio abre mais um capítulo de atrito entre Washington e Moscou. E o vídeo, apesar de curto, já cumpre seu papel político: mostrar quem controla o volante desse jogo em alto-mar.


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