Boletim divulgado pelo governo estadual aponta 62 municípios em situação de emergência, alerta ou atenção.
A estiagem no Amazonas já atingiu 102.445 famílias, segundo boletim divulgado pelo Governo do Estado nesta terça-feira (20). Ao todo, 41 municípios estão em situação de emergência, outros 16 permanecem em alerta e cinco estão em atenção, totalizando 62 cidades em diferentes níveis de acompanhamento.
O levantamento foi apresentado pelo Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais, com informações da Defesa Civil do Amazonas sobre os impactos da seca e as medidas adotadas para atender a população afetada.
Mais de 40 municípios estão em situação de emergência
Os 41 municípios em emergência são Alvarães, Amaturá, Anori, Apuí, Atalaia do Norte, Autazes, Barreirinha, Benjamin Constant, Caapiranga, Carauari, Careiro, Careiro da Várzea, Coari, Eirunepé, Envira, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Jutaí, Humaitá, Lábrea, Manacapuru, Manaquiri, Maraã, Maués, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Novo Airão, Novo Aripuanã, Parintins, Pauini, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Silves, Tapauá, Tefé, Tonantins, Uarini e Urucurituba.
Outros 16 municípios estão em alerta: Barcelos, Beruri, Boa Vista do Ramos, Boca do Acre, Borba, Canutama, Fonte Boa, Guajará, Japurá, Manicoré, Manaus, Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira, São Sebastião do Uatumã, Tabatinga e Urucará.
Já a situação de atenção abrange Anamã, Codajás, Iranduba, Itacoatiara e Itapiranga.
Fumaça de queimadas provoca alertas sobre qualidade do ar
Além dos efeitos da estiagem, incêndios florestais em áreas não protegidas motivaram novos avisos do Centro de Monitoramento e Alertas da Defesa Civil do Amazonas (CEMOA).
O primeiro alerta indica qualidade do ar em nível alto, com concentrações de partículas finas MP2,5 entre 50 e 125 microgramas por metro cúbico em 24 horas, classificadas como ruins a muito ruins.
O aviso abrange Alvarães, Barreirinha, Boa Vista do Ramos, Boca do Acre, Borba, Careiro, Careiro da Várzea, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Manacapuru, Manaquiri, Manaus, Maués, Nhamundá, Novo Aripuanã, Parintins, Rio Preto da Eva, São Sebastião do Uatumã, Silves e Urucurituba.
Um segundo alerta, de nível moderado, foi emitido para Anamã, Barcelos, Boca do Acre, Canutama, Carauari, Coari, Humaitá, Manicoré, Novo Airão, Presidente Figueiredo, Tapauá e Tefé. Nesses locais, a concentração de partículas finas está acima de 15 microgramas por metro cúbico em 24 horas.
Os dois avisos têm validade até a manhã desta quarta-feira (21).
População deve evitar exposição à fumaça
De acordo com a Defesa Civil, pessoas mais sensíveis podem apresentar tosse seca e cansaço nas áreas sob alerta moderado. Nos municípios com nível alto de poluição, os efeitos podem atingir também a população em geral, enquanto os grupos mais vulneráveis podem sofrer consequências mais graves. Entre as recomendações estão aumentar a ingestão de água e outros líquidos, utilizar máscara de proteção respiratória ao sair de casa e evitar a exposição direta à fumaça.
A orientação também inclui suspender exercícios físicos ao ar livre, acompanhar as previsões meteorológicas e seguir as recomendações dos órgãos locais.
Em caso de emergência, a população pode acionar o SAMU pelo número 192, o Corpo de Bombeiros pelo 193 e a Defesa Civil de Manaus pelo 199. Também é recomendado procurar atendimento médico diante de sintomas preocupantes.
Governo mobiliza 1,5 mil agentes contra queimadas
O Governo do Amazonas informou que cerca de 1,5 mil agentes, entre bombeiros militares, brigadistas e profissionais federais, atuam nas ações de prevenção e combate às queimadas e aos efeitos da estiagem. A operação conta com apoio de sete aviões Air Tractor, um avião KC-390 e três helicópteros de combate a incêndios nas regiões afetadas. Segundo o governo estadual, o Governo Federal anunciou o envio de mais cinco aeronaves, elevando para 16 o total previsto para reforçar as operações.
Enquanto as equipes atuam no combate aos focos de incêndio, a Defesa Civil mantém o monitoramento das condições ambientais e dos riscos à saúde da população em todo o território amazonense.
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