Os aportes já contratados foram feitos por Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha e Suíça.
As novas doações contratadas para o Fundo Amazônia somaram R$ 726 milhões em 2023, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Além disso, foram anunciadas doações que somam R$ 3,1 bilhões, que estão em fase avançada de negociação.
Os aportes já contratados foram feitos por Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha e Suíça.
As futuras contribuições devem ser realizadas por Noruega, Reino Unido, União Europeia, Dinamarca e Estados Unidos.
Ao apresentar os dados, a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, afirmou que o desempenho ao longo do ano passado foi “surpreendente”.
“Acho que isso aconteceu, no caso das doações em especial, por todo esforço e liderança do presidente Lula e da ministra Marina Silva em fazer viagens, negociações e garantir que tivesse captação de novos recursos e liberação dos que estavam congelados no País, pela parceria e relação fluida que conseguimos ao longo de 2023 entre BNDES, MMA e os membros do Cofa Comitê Orientador do Fundo Amazônia e do conjunto do governo, que foi muito parceiro”, disse ela.
Os dados divulgados nesta quinta-feira, 1º de fevereiro, revelam que, nos últimos 15 anos, o Fundo Amazônia recebeu um total de R$ 6 bilhões, sendo R$ 3,4 bilhões em doações e R$ 2,6 bilhões em rendimentos.
O Fundo Amazônia tem o propósito de angariar doações para investimentos não reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, bem como promover a conservação e o uso sustentável da Amazônia Legal. Também apoia o desenvolvimento de sistemas de monitoramento e controle do desmatamento em outras regiões do Brasil e em países tropicais.
Durante a apresentação dos dados, o secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, ressaltou que o fundo ficou paralisado durante a gestão do ex-presidente da República Jair Bolsonaro, o que gerou uma paralisação na aprovação de novos projetos. Contudo, frisou que os que estavam em andamento foram desenvolvidos com apoio do BNDES.
Estadão Conteúdo
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