O país sofreu um duro golpe na sua economia recentemente. Inicialmente, a dívida externa bruta brasileira rompeu a perigosa barreira dos US$ 400 bilhões. De fato, essa verdadeira explosão impôs uma grave mudança estrutural nas contas do país. A dívida avançou expressivos 27,4% durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Consequentemente, esse ritmo descontrolado foi substancialmente superior à alta de 15,8% observada nas reservas internacionais. Na prática, o volume de passivos superou os ativos do Banco Central. Dessa forma, o país perdeu a posição histórica de credor externo líquido. A nação ostentava esse selo de orgulho há 19 anos. Em suma, o Brasil retornou tecnicamente à triste condição de devedor internacional sob a gestão petista.
A Dinâmica Macroeconômica e a Fuga de Controle
O descolamento entre as contas reflete uma dinâmica macroeconômica extremamente preocupante. Segundo os analistas, a expansão acelerada do passivo externo acende um sinal de alerta vermelho. Além disso, o ritmo de acumulação de reservas internacionais perdeu muita tração recentemente. Esse montante bilionário representa o grande “colchão de liquidez” e proteção do país.
Contudo, a expansão pífia de 15,8% no atual governo esbarrou em obstáculos. A alta foi contida por intervenções pontuais do governo no mercado de câmbio. Paralelamente, a equipe econômica precisou prover liquidez para tentar conter a forte volatilidade da moeda. O resultado escancara a enorme dificuldade da gestão em manter a valorização do real frente ao dólar.
O Fantasma do Passado Assombra as Contas Públicas
A perda imediata do “selo de credor” arranha a reputação financeira do Brasil no exterior. No entanto, os economistas tentam afastar qualquer paralelo direto com a vulnerabilidade crônica do passado. A crise mais severa ocorreu no fim da década de 1990. Hoje, o cenário conta com fundamentos de proteção um pouco mais robustos no mercado financeiro.
Apesar disso, a nova posição devedora da nação exige cautela extrema e responsabilidade. Projeções de mercado indicam que a dívida externa líquida brasileira deve piorar rapidamente. O saldo negativo pode bater US$ 30 bilhões ao longo dos próximos dois anos. Portanto, os números configuram um passivo que pressiona as autoridades monetárias constantemente.
Para efeito de comparação, o déficit da crise antiga ultrapassava US$ 70 bilhões. Naquela época sombria, o Brasil dependia do socorro do FMI para fechar as suas contas básicas. Por outro lado, a mudança de status atual cobra muito pragmatismo no monitoramento das contas externas. Por fim, o mercado doméstico exige um freio nos gastos do governo federal para evitar a volta do estrangulamento da nossa economia.
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