Delegado Fernando Bezerra afirmou que as espadas apreendidas pertenciam a um líder criminoso e faziam parte de um “fetiche” do investigado.
Espadas foram apreendidas durante a megaoperação “Covil do Mamon” acabou chamando atenção durante a ação policial realizada na manhã desta quarta-feira (20), em Manaus. Segundo o titular do 20º Distrito Integrado de Polícia (DIP), delegado Fernando Bezerra, os objetos com aparência demoníaca pertenciam a um homem identificado como Diogo Barros, apontado como um dos líderes da organização criminosa, investigada por agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro no Amazonas.
“Essas espadas fazem parte de um fetiche do líder de uma dessas organizações criminosas. Ele está submetido a um procedimento médico neste momento que inviabiliza a sua prisão. Esse individuo não foi preso exatamente porque está em uma unidade de tratamento intensivo em um dos hospitais de Manaus”, afirmou o delegado ao apresentar os materiais recolhidos pela Polícia Civil.
A fala rapidamente repercutiu entre jornalistas e nas redes sociais, principalmente por causa do visual das armas brancas. Uma das espadas possui no cabo a imagem de uma cabeça de cabra com grandes chifres, além de detalhes escuros e pontiagudos que remetem a figuras demoníacas.
Outra arma apreendida apresenta inscrições na lâmina e acabamento semelhante ao de espadas medievais usadas em filmes de fantasia sombria.
Objetos foram apreendidos em mandado de busca
As espadas foram encontradas durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão ligados à operação “Covil do Mamon”, que investiga grupos suspeitos de movimentar milhões de reais em empréstimos ilegais e cobranças violentas no Amazonas.
Os objetos estavam entre os materiais apresentados na sede da Delegacia Geral, no bairro Dom Pedro, zona centro-oeste da capital amazonense.
O aspecto sombrio das peças acabou se tornando um dos pontos mais comentados da operação.
Polícia investiga esquema de R$ 24 milhões
A operação apura a atuação de grupos criminosos envolvidos em agiotagem, lavagem de dinheiro e extorsão. Segundo as investigações, um dos esquemas teria movimentado mais de R$ 24 milhões por meio de empréstimos clandestinos e ocultação de patrimônio.
As vítimas eram atraídas por ofertas rápidas de dinheiro, mas acabavam submetidas a juros considerados abusivos. Quando os pagamentos atrasavam, começavam as ameaças e cobranças violentas.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo utilizava métodos agressivos para forçar os pagamentos. Entre os crimes investigados estão:
- Extorsão;
- Tortura;
- Sequestro;
- Cárcere privado;
- Homicídios consumados e tentados;
- Lavagem de dinheiro.
As investigações apontam que algumas vítimas eram monitoradas constantemente e sofriam violência física como forma de intimidação.
Operação teve dezenas de mandados
Ao todo, a Justiça autorizou 26 mandados de prisão preventiva e 31 mandados de busca e apreensão contra os investigados.
Além das prisões, a operação também determinou:
- Sequestro de 42 veículos;
- Bloqueio de contas bancárias;
- Apreensão de sete imóveis;
- Suspensão das atividades de sete empresas ligadas aos suspeitos.
A ofensiva foi coordenada pelos 12º e 20º Distritos Integrados de Polícia, com apoio do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), Secretaria Executiva Adjunta de Operações (Seaop) e Polícia Militar do Amazonas (PMAM).
“A investigação foi exitosa porque conseguiu identificar toda a cadeia criminosa de todos os responsável por cada etapa. Nós alcançamos o núcleo diretivo, operacional, logístico e financeiro da organização criminosa. Estão presas as lideranças, os cobradores, os que abastecem de insumos as organizações criminosas através da logística de veículos e também alcançamos aqueles que executam as ações diretas de cobranças a juros exorbitantes”, disse o delegado.
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