20/05/2026
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Delegado diz que espadas demoníacas apreendidas na operação Covil do Mamon eram “fetiche” de líder criminoso em Manaus

Delegado diz que espadas demoníacas apreendidas na operação Covil do Mamon
Foto reprodução

Delegado Fernando Bezerra afirmou que as espadas apreendidas pertenciam a um líder criminoso e faziam parte de um “fetiche” do investigado.

Espadas foram apreendidas durante a megaoperação “Covil do Mamon” acabou chamando atenção durante a ação policial realizada na manhã desta quarta-feira (20), em Manaus. Segundo o titular do 20º Distrito Integrado de Polícia (DIP), delegado Fernando Bezerra, os objetos com aparência demoníaca pertenciam a um homem identificado como Diogo Barros,  apontado como um dos líderes da organização criminosa, investigada por agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro no Amazonas.

Essas espadas fazem parte de um fetiche do líder de uma dessas organizações criminosas. Ele está submetido a um procedimento médico neste momento que inviabiliza a sua prisão. Esse individuo não foi preso exatamente porque está em uma unidade de tratamento intensivo em um dos hospitais de Manaus”, afirmou o delegado ao apresentar os materiais recolhidos pela Polícia Civil.

A fala rapidamente repercutiu entre jornalistas e nas redes sociais, principalmente por causa do visual das armas brancas. Uma das espadas possui no cabo a imagem de uma cabeça de cabra com grandes chifres, além de detalhes escuros e pontiagudos que remetem a figuras demoníacas.

Outra arma apreendida apresenta inscrições na lâmina e acabamento semelhante ao de espadas medievais usadas em filmes de fantasia sombria.

Objetos foram apreendidos em mandado de busca

As espadas foram encontradas durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão ligados à operação “Covil do Mamon”, que investiga grupos suspeitos de movimentar milhões de reais em empréstimos ilegais e cobranças violentas no Amazonas.

Os objetos estavam entre os materiais apresentados na sede da Delegacia Geral, no bairro Dom Pedro, zona centro-oeste da capital amazonense.

O aspecto sombrio das peças acabou se tornando um dos pontos mais comentados da operação.

Polícia investiga esquema de R$ 24 milhões

A operação apura a atuação de grupos criminosos envolvidos em agiotagem, lavagem de dinheiro e extorsão. Segundo as investigações, um dos esquemas teria movimentado mais de R$ 24 milhões por meio de empréstimos clandestinos e ocultação de patrimônio.

As vítimas eram atraídas por ofertas rápidas de dinheiro, mas acabavam submetidas a juros considerados abusivos. Quando os pagamentos atrasavam, começavam as ameaças e cobranças violentas.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo utilizava métodos agressivos para forçar os pagamentos. Entre os crimes investigados estão:

  • Extorsão;
  • Tortura;
  • Sequestro;
  • Cárcere privado;
  • Homicídios consumados e tentados;
  • Lavagem de dinheiro.

As investigações apontam que algumas vítimas eram monitoradas constantemente e sofriam violência física como forma de intimidação.

Operação teve dezenas de mandados

Ao todo, a Justiça autorizou 26 mandados de prisão preventiva e 31 mandados de busca e apreensão contra os investigados.

Além das prisões, a operação também determinou:

  • Sequestro de 42 veículos;
  • Bloqueio de contas bancárias;
  • Apreensão de sete imóveis;
  • Suspensão das atividades de sete empresas ligadas aos suspeitos.

A ofensiva foi coordenada pelos 12º e 20º Distritos Integrados de Polícia, com apoio do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), Secretaria Executiva Adjunta de Operações (Seaop) e Polícia Militar do Amazonas (PMAM).

A investigação foi exitosa porque conseguiu identificar toda a cadeia criminosa de todos os responsável por cada etapa. Nós alcançamos o núcleo diretivo, operacional, logístico e financeiro da organização criminosa. Estão presas as lideranças, os cobradores, os que abastecem de insumos as organizações criminosas através da logística de veículos  e também alcançamos aqueles que executam as ações diretas de cobranças a juros exorbitantes”, disse o delegado.


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