A substituição de membros da CPI ocorreu a pedido de Braga, na condição de líder do bloco responsável por indicar integrantes do colegiado.
O senador Eduardo Braga foi peça central na articulação política que resultou no desmanche da CPI do Crime Organizado no Senado. A mudança na composição da comissão, conduzida com participação direta do parlamentar, garantiu a maioria necessária para rejeitar o relatório final.
O parecer, elaborado pelo senador Alessandro Vieira, pedia o indiciamento dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República Paulo Gonet.
A substituição de membros da CPI ocorreu a pedido de Eduardo Braga, na condição de líder do bloco responsável por indicar os integrantes do colegiado. A alteração retirou nomes da oposição e incluiu parlamentares alinhados ao governo, mudando o equilíbrio de forças na comissão.
Com a nova configuração, o relatório acabou rejeitado por 6 votos a 4.
Relator aponta interferência do governo
Após a votação, o relator Alessandro Vieira atribuiu a derrota à atuação do governo federal na troca de integrantes da CPI.
Vieira defendeu o conteúdo do parecer, que previa o indiciamento de ministros do Supremo, e afirmou que a rejeição não encerra o tema. “A decisão dos colegas pela não aprovação, após uma intervenção direta do Palácio do Planalto, reflete apenas um atraso na pauta. Ela pode não acontecer agora, mas tem data para acontecer”, declarou o senador.
Relatório previa indiciamentos
O documento apontava possíveis crimes de responsabilidade e citava suspeitas envolvendo integrantes do Supremo Tribunal Federal e do Ministério Público. Com a rejeição, o relatório perdeu validade dentro da comissão e não será encaminhado formalmente aos órgãos competentes.
Sem a aprovação do parecer e sem prorrogação dos trabalhos autorizada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a CPI foi encerrada sem um relatório final. O desfecho marca o fim das atividades da comissão sem conclusões formais ou encaminhamentos institucionais.
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