Casal é investigado por abusos sexuais e intimidação de adolescentes, com uso de liderança religiosa e ameaças à denúncia.
A Polícia Civil de Roraima (PCRR) aponta que um casal, formado por dois pastores, teria praticado uma série de crimes sexuais contra adolescentes.
Segundo o relato investigativo, os abusos ocorreriam em um contexto de influência religiosa.
Quais crimes o casal de pastores é indiciado pela PCRR?
No relatório final, o pastor Wenderson Lima foi indiciado por crimes como:
- estupro de vulnerável
- importunação sexual
- favorecimento da prostituição/ exploração sexual (conforme descrição legal do inquérito)
- registro não autorizado de intimidade sexual
- fraude processual
- falsidade ideológica
Já Arielly Kamyla responderá, em tese, por:
- estupro de vulnerável
- importunação sexual
- fraude processual
Como a investigação descreve a atuação do casal com as vítimas?
De acordo com as investigações, o casal teria usado a liderança religiosa para ganhar confiança das adolescentes e de seus familiares.
A PCRR sustenta que as vítimas teriam sido mantidas sob influência com argumentos religiosos, além de mecanismos para dificultar revelações.
A investigação também aponta que, em alguns momentos, foram citadas transferências via Pix e outras vantagens para impedir denúncias.
O que a polícia relata sobre vídeos e “brincadeira” com uma das adolescentes?
Uma das vítimas relatou que, quando tinha 17 anos, recebeu uma carona com Wenderson, que teria parado em uma rua.
Segundo a apuração, ele afirmaria que faria uma “brincadeira” para que ela “adivinhasse” e ele “mostrasse” as cores de peças íntimas.
A vítima teria recusado a participação. Depois disso, o relato indica que ela teria tirado a blusa, se tocado e exibido vídeos em que o pastor apareceria com relações sexuais com Arielly.
Por que a PCRR diz que não houve “consentimento”?
A Polícia Civil afirma que o que ocorreu aconteceu sem consentimento livre.
No entendimento do relatório final, haveria manipulação psicológica, abuso de autoridade religiosa e coerção, elementos que afastariam a ideia de voluntariedade.
O inquérito envolveu mais alguém? Houve destruição de provas?
Sim. Uma terceira pessoa, uma mulher de 20 anos, foi indiciada por:
- fraude processual
- corrupção de menores
Conforme a investigação, ela teria influenciado duas adolescentes a destruir um celular que continha provas dos supostos crimes.
Para onde o caso foi encaminhado e quais próximos passos?
O inquérito foi enviado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público.
Além disso, a delegada responsável pelo caso também representou pela prisão preventiva dos dois líderes religiosos, e o pedido será analisado pela Justiça.
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