Segundo a Polícia Civil, investigados exerciam funções de liderança em uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas.
Um homem de 36 anos e a esposa dele foram presos pela Polícia Civil do Amazonas, suspeitos de ocupar posições de liderança em uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas, ataques armados e homicídios em Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus.
Os mandados de prisão preventiva foram cumpridos durante uma operação conjunta da 31ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Iranduba e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core).
De acordo com as investigações, o casal coordenava as atividades do grupo criminoso no município desde 2023. A polícia afirma que o homem articulava ataques e disputas entre criminosos, enquanto a mulher prestava apoio logístico às ações da organização.
Assassinato levou ao avanço da investigação
A apuração foi aprofundada depois de um homicídio ocorrido em maio deste ano. Na ocasião, o corpo de uma vítima foi deixado em uma unidade hospitalar de Iranduba.
Conforme a Polícia Civil, os exames periciais indicaram que a morte não havia ocorrido por causas naturais. A partir do caso, os investigadores reuniram informações sobre a atuação do grupo e identificaram os suspeitos que supostamente exerciam o comando das atividades criminosas.
O casal também era considerado foragido desde 2023 e possuía mandados relacionados às investigações por homicídio e tráfico de drogas.
Suspeito mantinha comando mesmo morando em Manaus
Segundo o delegado Raul Augusto, responsável pela 31ª DIP, o homem passou a morar em Manaus como forma de dificultar a atuação policial. Apesar disso, continuava frequentando Iranduba e mantendo influência sobre as ações do grupo.
A investigação aponta que ele ordenava ataques armados e homicídios no município. Por causa do histórico atribuído ao suspeito e do risco envolvido no cumprimento das ordens judiciais, a Core foi acionada para prestar apoio tático à operação.
A ação foi coordenada pelas equipes da delegacia de Iranduba e da unidade especializada, sob o comando do delegado Juan, e terminou sem registro de confronto.
Casal permanece à disposição da Justiça
Após o cumprimento dos mandados, o homem e a mulher foram conduzidos à delegacia para os procedimentos legais. Os dois permanecem à disposição do Poder Judiciário.
As prisões são preventivas e não representam condenação definitiva. As investigações devem continuar para esclarecer completamente a atuação da organização e identificar outros possíveis integrantes.
Informações que possam colaborar com investigações policiais podem ser repassadas de forma anônima pelo número 181, da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas.
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