Ex-presidente afirmou que pistola apresentava defeito mecânico e havia sido enviada para manutenção por um integrante de sua equipe de segurança
O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento nesta terça-feira (23) à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) sobre uma pistola registrada em seu nome que foi apreendida durante uma abordagem policial na semana passada.
A diligência ocorreu na residência de Bolsonaro e durou cerca de 40 minutos. Segundo a polícia, o ex-presidente respondeu aos questionamentos dos investigadores, mas o conteúdo do depoimento permanece sob sigilo.
Defesa diz que arma estava sendo levada para manutenção
Em publicação nas redes sociais, o advogado Paulo Cunha Bueno informou que Bolsonaro esclareceu às autoridades que a arma apresentava problemas mecânicos e havia sido entregue a um militar responsável por sua segurança para avaliação e eventual conserto.
De acordo com a defesa, o armamento possui registro regular e deveria permanecer na residência do ex-presidente, uma vez que não houve determinação para cancelamento do registro ou entrega da arma.
Os advogados também afirmam que Bolsonaro identificou uma falha no funcionamento da pistola, mas não conseguiu determinar a origem do problema, motivo pelo qual solicitou auxílio técnico.
Caso começou durante blitz em Taguatinga
A ocorrência teve início no último dia 15, quando policiais militares abordaram um veículo durante uma blitz de rotina em Taguatinga, no Distrito Federal.
O motorista era um sargento do Exército que atua na segurança de Bolsonaro. Além da arma funcional do militar, os agentes encontraram uma segunda pistola dentro do veículo.
Segundo o sargento, o armamento pertencia ao ex-presidente e estava sendo transportado para manutenção. A arma foi apreendida e a Polícia Civil abriu investigação para apurar as circunstâncias do transporte.
Episódio foi encaminhado ao STF
Por envolver Jair Bolsonaro, o caso foi anexado ao processo de execução penal que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).
O ministro Alexandre de Moraes solicitou esclarecimentos da defesa e também informações da Polícia Militar do Distrito Federal sobre o episódio.
Segundo os advogados do ex-presidente, alterações realizadas no mecanismo de disparo da arma teriam provocado o defeito identificado posteriormente por Bolsonaro.
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