19/05/2026
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Banco Master: PF investiga esquema bilionário e rombo pode chegar a R$ 500 bilhões no sistema financeiro

Banco Master: PF investiga esquema bilionário e rombo
Foto reprodução

Estimativa da Federação Nacional dos Policiais Federais coloca caso Banco Master entre os maiores escândalos financeiros da história do Brasil

As investigações da Polícia Federal sobre o esquema envolvendo o Banco Master ganharam proporções alarmantes nos últimos dias. Segundo estimativa da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), o rombo provocado pelas operações suspeitas pode alcançar impressionantes R$ 500 bilhões, valor que colocaria o caso entre os maiores escândalos financeiros já registrados no país.

O caso é apurado dentro da Operação Compliance Zero, que já chegou à sexta fase e investiga suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro, manipulação de ativos e operações consideradas sem justificativa técnica envolvendo o Banco Master, o Banco de Brasília (BRB) e outras instituições ligadas ao sistema financeiro nacional.

A estimativa foi apresentada por Flávio Werneck Meneguelli, diretor de Estratégia Sindical da Fenapef, entidade que representa cerca de 14 mil policiais federais em todo o país. Segundo ele, o impacto financeiro da suposta fraude ultrapassa qualquer investigação semelhante acompanhada nas últimas décadas dentro da corporação.

De acordo com as apurações, parte do prejuízo pode atingir diretamente o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), responsável por proteger investidores e correntistas em casos de quebra bancária. A preocupação das autoridades é que os danos atinjam não apenas instituições envolvidas diretamente nas operações investigadas, mas provoquem reflexos amplos no mercado financeiro nacional.

As investigações apontam ainda que somente o prejuízo relacionado ao BRB pode girar em torno de R$ 48 bilhões. Segundo integrantes ligados à apuração, operações envolvendo compra de ativos considerados “créditos podres” levantaram suspeitas sobre possível maquiagem financeira e movimentações sem sustentação econômica real.

O principal nome ligado ao caso é o empresário Daniel Vorcaro, apontado pela PF como figura central do esquema investigado. As autoridades suspeitam que operações financeiras complexas tenham sido utilizadas para ocultar irregularidades bilionárias dentro do sistema bancário.

A dimensão do caso levou a Justiça a determinar bloqueios de aproximadamente R$ 27,7 bilhões em bens e ativos ligados aos investigados. Além disso, mandados de busca, apreensão e prisões foram executados em diversos estados brasileiros, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal.

Nos bastidores de Brasília, o caso provoca enorme tensão política e econômica. A possibilidade de um rombo dessa magnitude levanta preocupações sobre impactos no sistema financeiro, na confiança de investidores e até em futuras intervenções regulatórias no setor bancário.

Especialistas apontam que o caso expõe fragilidades graves nos mecanismos de fiscalização financeira do país. O fato de operações bilionárias terem avançado durante tanto tempo sem bloqueios imediatos gera questionamentos sobre a atuação de órgãos reguladores e estruturas de controle interno do sistema bancário.

Outro ponto que chama atenção é o possível impacto institucional das investigações. A PF apura ligações entre operadores financeiros, agentes públicos e integrantes do sistema político, ampliando o alcance do escândalo para além do mercado bancário.

Dentro da própria Polícia Federal, investigadores avaliam que a operação pode gerar novos desdobramentos nos próximos meses. Há expectativa de novas fases da investigação, além da possibilidade de acordos de delação envolvendo personagens centrais do esquema.

Se as estimativas forem confirmadas, o caso Master poderá entrar para a história como uma das maiores fraudes já descobertas no sistema financeiro brasileiro — com potencial de provocar impactos econômicos, políticos e institucionais por muitos anos.


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