O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, fez um alerta nesta segunda-feira (2) sobre o risco de ampliação do conflito no Oriente Médio envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Em entrevista à GloboNews, o diplomata destacou a gravidade do cenário e defendeu que o Brasil se prepare para “o pior”.
“Ninguém é juiz do mundo. Matar um líder de um país, que está em exercício, é condenável e inaceitável. Devemos nos preparar para o pior”, afirmou Amorim, referindo-se à possibilidade de escalada das tensões na região. O assessor ressaltou que qualquer ação desse tipo tem potencial de desestabilizar não apenas o Oriente Médio, mas também o equilíbrio internacional.
Soberania e diplomacia brasileira
Nos últimos dias, o Itamaraty divulgou duas notas oficiais sobre os conflitos. Na primeira, o governo expressou “grave preocupação” com os acontecimentos e fez um apelo por contenção por parte dos Estados Unidos e de Israel.
A segunda nota condenou medidas que violam a soberania de países do Oriente Médio e reafirmou a preocupação com possíveis ações retaliatórias do Irã, solidarizando-se com países como Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes, Iraque, Kuwait e Jordânia. O Itamaraty também destacou que cerca de 200 brasileiros residem no Irã, a maioria na capital, Teerã, reforçando a necessidade de atenção diplomática e medidas de proteção a cidadãos brasileiros na região.
Para Celso Amorim, a escalada no Oriente Médio representa uma ameaça à paz e um desafio diplomático. O Brasil deve acompanhar de perto os desdobramentos, manter canais diplomáticos abertos e atuar com prudência diante da grande instabilidade na região.
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