Ministro do STF determinou prisão preventiva do pai de Daniel Vorcaro durante nova fase da Operação Compliance Zero; investigação apura espionagem, intimidação e acesso ilegal a dados sigilosos
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou a prisão preventiva de Henrique Moura Vorcaro, pai do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, no âmbito da 6ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (14). A decisão também autorizou o cumprimento de sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.
Na decisão, Mendonça afirma que as investigações apontam para a existência de uma “estrutura criminosa sofisticada”, composta por operadores financeiros, hackers, agentes de monitoramento ilegal e integrantes responsáveis pela obtenção de informações sigilosas e intimidação de adversários ligados ao caso Banco Master.
Segundo a Polícia Federal, Henrique Vorcaro é investigado como “demandante, beneficiário e operador financeiro” do grupo investigado, conhecido como “A Turma”, apontado pelas autoridades como responsável por práticas de espionagem, monitoramento telemático ilegal, invasões de dispositivos eletrônicos e pressão contra pessoas consideradas inimigas do esquema.
A íntegra da decisão de André Mendonça foi divulgada pelo portal Poder360 e detalha elementos reunidos pela PF que sustentaram os pedidos de prisão preventiva e medidas cautelares contra os investigados. Entre os argumentos apresentados estão riscos de continuidade das atividades criminosas, destruição de provas e possível interferência nas investigações em andamento.
A operação é mais um desdobramento do escândalo envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro, alvo de investigações desde 2024. A Operação Compliance Zero apura suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção, invasão de sistemas, fraudes financeiras e organização criminosa.
Em fases anteriores da investigação, Daniel Vorcaro também chegou a ser preso preventivamente por determinação do STF. As apurações ainda envolvem movimentações financeiras bilionárias consideradas suspeitas e possíveis pagamentos ligados à atuação do grupo investigado.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam e novas diligências não estão descartadas nos próximos dias.
Descubra mais sobre Manaustime
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
