Gabriela da Silva Pereira foi torturada e assassinada em Cáceres, no Mato Grosso. Investigação aponta que uma reclamação nas redes sociais teria motivado o crime.
Por: Redação MVE
Uma reclamação sobre a qualidade de maconha durante uma transmissão ao vivo teria custado a vida de Gabriela da Silva Pereira, de apenas 16 anos, em Cáceres, no Mato Grosso. O assassinato ocorreu em setembro de 2024 e voltou a ganhar repercussão após novos desdobramentos das investigações envolvendo suspeitos ligados ao Comando Vermelho (CV).
Segundo as informações divulgadas, a adolescente teria criticado a droga adquirida em um ponto de venda associado à facção. A manifestação teria sido interpretada pelos criminosos como uma afronta à organização.
Adolescente foi atraída para emboscada
Em 1º de setembro de 2024, Gabriela e uma amiga foram atraídas para uma residência no loteamento Jardim Primavera, onde teriam sido rendidas e interrogadas sobre possíveis ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Os criminosos também teriam encontrado no celular da adolescente uma fotografia com um gesto associado à facção rival. Gabriela negou qualquer envolvimento.
A amiga foi liberada sob ameaças, enquanto Gabriela permaneceu no imóvel, onde foi submetida a agressões e assassinada.
Seu corpo foi encontrado na manhã seguinte, próximo a uma estrada de terra, apresentando sinais de extrema violência.
Operação identifica suspeitos de envolvimento
Dois homens foram presos inicialmente. As investigações avançaram e, em 7 de abril de 2026, a Polícia Civil deflagrou a Operação Coroa Quebrada, apontando novos suspeitos de participação no crime.
Entre os investigados está Amanda Kess Aguilhera Pereira, conhecida como “Princesa”, apontada como possível liderança do Comando Vermelho na região.
A operação identificou pelo menos 28 suspeitos de integrar uma estrutura criminosa e resultou na expedição de 21 mandados judiciais, sendo quatro de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão.
As responsabilidades individuais ainda dependem de apuração e julgamento.
Violência que choca
O assassinato de Gabriela evidencia a brutalidade atribuída a organizações criminosas e os riscos enfrentados por adolescentes em áreas dominadas por facções.
Uma jovem de apenas 16 anos perdeu a vida após uma reclamação nas redes sociais que, segundo a investigação relatada, teria sido interpretada como uma afronta ao crime organizado.
O caso reforça a importância do combate à violência e da responsabilização dos envolvidos.
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