29/05/2026
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Ação em cinco estados investiga ligação de facção criminosa com o setor de combustíveis

Ação em cinco estados investiga ligação de facção
Foto reprodução

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Receita Federal realizam, nesta quinta-feira (28), uma operação em São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro para investigar a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis. O objetivo é desmontar um esquema de fraudes, sonegação e lavagem de dinheiro no setor.

O foco principal das autoridades está sobre seis fintechs, que atuam como bancos paralelos, além da comprovação da adulteração de combustíveis com o uso de solvente (nafta).

A operação recebeu o nome de “Fluxo Oculto” e é uma nova fase da “Carbono Oculto”, que revelou o avanço do crime organizado no mercado de combustíveis, instituições de pagamento e investimentos.

As investigações do Ministério Público de São Paulo identificaram que as seis fintechs alvos da operação formaram um núcleo que funciona com compensações financeiras internas entre distribuidoras, postos de combustíveis e fundos de investimentos administrados pelo PCC.

A facção criminosa também atua no desvio de nafta petroquímica para terminais e postos de combustíveis, criando uma estrutura para a venda de solventes a empresas fantasmas.

Estão sendo cumpridos 55 mandados de busca e apreensão, com apoio dos Gaecos e dos Ministérios Públicos do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.


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