08/06/2026
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Amazonas registra quase 5 mil casos suspeitos de arboviroses em 2026

Amazonas registra quase 5 mil casos suspeitos
Foto Divulgação

Manaus lidera o ranking de municípios com maior quantidade de casos suspeitos, totalizando 1.530 notificações.

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) divulgou nesta segunda-feira (8) um novo informe epidemiológico com a atualização dos casos de arboviroses registrados no estado em 2026. O levantamento reúne dados contabilizados entre 1º de janeiro e 31 de maio.

De acordo com o boletim, o Amazonas registrou 4.933 casos suspeitos de arboviroses nos cinco primeiros meses do ano. Entre os casos confirmados, a dengue aparece com maior incidência, somando 682 confirmações por critério laboratorial ou clínico-epidemiológico.

Municípios concentram maior número de notificações

Manaus lidera o ranking de municípios com maior quantidade de casos suspeitos, totalizando 1.530 notificações. Em seguida aparecem Eirunepé (514), Envira (375), Jutaí (332), Guajará (273) e Tabatinga (263).

Também figuram entre os municípios com maior número de registros Ipixuna (231), Tefé (169), Benjamin Constant (141), Coari (137), Carauari (132) e São Paulo de Olivença (120). Segundo a FVS, os dados ainda podem sofrer atualizações conforme novas notificações forem inseridas no sistema.

Além da dengue, o boletim epidemiológico também confirmou 39 casos de chikungunya, seis de zika, quatro casos de febre de Mayaro e um caso de febre Oropouche no Amazonas. As arboviroses são doenças transmitidas principalmente por mosquitos, como o Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, chikungunya e zika.

FVS reforça medidas de prevenção

A Fundação de Vigilância em Saúde reforçou que a principal forma de prevenção continua sendo o combate aos criadouros do mosquito transmissor. A orientação é evitar qualquer acúmulo de água parada em recipientes, caixas d’água destampadas, pneus, garrafas e quintais.

No caso da febre Oropouche, a recomendação inclui evitar áreas de mata e margens de rios, principalmente entre 9h e 16h, além do uso de repelentes e da limpeza frequente dos ambientes para impedir o acúmulo de matéria orgânica.


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