Fogo atingiu salão histórico em Hiroshima, mas chama considerada sagrada foi salva pelas autoridades.
Um incêndio destruiu o Salão Reikado do Templo Daishoin, no oeste do Japão, local conhecido mundialmente por abrigar uma “chama eterna” que, segundo a tradição, permanecia acesa continuamente desde o ano de 806.
O templo fica na província de Hiroshima e foi tomado pelas chamas na quarta-feira (20). Imagens divulgadas pela imprensa internacional mostram a estrutura completamente destruída pelo fogo. Apesar da gravidade do incêndio, não houve registro de feridos.
A chama histórica era considerada um símbolo espiritual e cultural do Japão. Segundo informações da associação de turismo de Miyajima, o fogo teria sido aceso originalmente por um monge budista há mais de 1.200 anos.
As autoridades japonesas acreditam que a própria chama sagrada pode ter causado o incêndio no salão do templo. Mesmo assim, equipes de emergência conseguiram preservar o fogo histórico, transferindo a chama para um local seguro antes que a estrutura fosse completamente consumida.
Chama era ligada à memória das vítimas da bomba atômica
A “chama eterna” do templo tinha ligação direta com o Parque Memorial da Paz de Hiroshima, criado em homenagem às vítimas do bombardeio atômico de 1945.
Segundo os registros históricos, o fogo do memorial da paz foi aceso utilizando a chama mantida no templo budista, transformando o símbolo religioso em um marco mundial ligado à memória da tragédia nuclear e aos pedidos por paz.
O incêndio provocou forte repercussão no Japão e mobilizou autoridades locais, que agora investigam oficialmente as causas do acidente.
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